Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 22/08/2019
Antes de tudo, é importante contextualizar que o envelhecimento populacional está diretamente vinculado à transição demográfica, a qual o mundo vem sofrendo. Desde a 2° GM, com os avanços industriais e tecnológicos, a expectativa de vida da população cresceu exponencialmente. Em contra partida, tais avanços acarretaram também a redução nas taxas de natalidade. Segundo dados do IBGE, os idosos, hoje, representam cerca de 12% da população total do país.
De fato, antes da 2°GM, a população morria mais cedo, em decorrência de inúmeras doenças desconhecidas. Tendo em vista, que a maioria das famílias viviam do trabalho rural, o numero de filhos por casal era elevado. Pois, mais filhos era de sinônimo de mais mão de obra disponível. No entanto, com a passagem dos anos esse panorama foi se invertendo. A partir de avanços na medicina, a expectativa de vida da população foi aumentando ao longo das décadas. Além disso, estudos de contracepção foram evoluindo e o novo cenário urbano do país provocou enormes diminuições nas taxas de natalidade.
Em virtude disso, o Brasil experimentará graves impactos nas próximas décadas. Sendo os principais, a escassez de mão de obra, o menor contingente de mercado e o mais importante, a crise previdenciária. Pois, ainda segunda o IBGE, até 2060 a população de idosos deve ultrapassar os 19 milhões. E assim como, o trabalhador ativo de hoje paga a previdência e gera capital para o Estado pagar os aposentados, em alguns anos, com o envelhecimento populacional, o numero de aposentados será muito superior ao numero de jovens ativos. Instalar-se-à, então, a crise previdenciária.
Em virtude disso, faz-se necessário mudanças no cenário político-social. Governo precisa investir não só em mudanças no aumento do tempo de contribuição, como as que já foram aprovadas, mas também no aumento do valor de contribuição. Além de incentivos ao aumento da natalidade, como ampliação do serviço de creches, auxílio financeiro por criança e melhora na atenção primária a saúde infantil. Para que assim, a médio e longo prazo, seja reduzido a discrepância entre idosos e jovens diminuindo o risco de um colapso no sistema previdenciário.