Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 01/09/2019

Na contemporaneidade, é evidente que a população idosa têm crescido em maior escala do que a população jovem, fato esse, decorrente da constante queda na taxa de natalidade entre as mulheres e do aumento da expectativa de vida do brasileiro. Esse crescimento, porém, impacta direto e indiretamente em diversos aspectos, principalmente na qualidade de vida desse público, assistência social, saúde pública  e na previdência social.

Nesse contexto, ao analisar a situação socioeconomica que se encontra o Brasil, percebe-se que, nem o Estado, nem a sociedade, estão preparados para lidar com o envelhecimento da população, já que ainda há grande escassez de políticas públicas voltadas para os idoso, a exclusão dos movimentos sociais e o grande preconceito sofrido por esse grupo. O Estado brasileiro também ainda não é capaz de proporcioná-los assistência de bem estar devida, levando em conta a incosistência da maioria dos asilos e unidades de saúde pública no país, o que se tornará um grande impasse no futuro, com o constante crescimento dessa população, que necessita de uma demanda maior de cuidados geriátricos.

Ademais, o invertimento da pirâmide etária provocará um fato histórico: haverá mais aposentados e beneficiados do que população economicamente ativa. O fato, possivelmente, ocasionará em sérios problemas na previdência social, sobre os quais, o Brasil não possui medidas preventivas para reparar sem causar quebra na economia do país. Esse despreparo na economia é decorrente, principalmente, da dificuldade do governo atual de administrar o capital da previdência e manter em equilíbrio a situação economica desses beneficiados, justamente por conta do aumento do custo e da expectativa de vida desse público.

Portanto, para garantir melhorias no atendimento de saúde e na qualidade de vida econômica e social dessa população, faz-se necessária a adoção de medidas. Urge que o Ministério da Saúde direcione maior quantidade de verbas públicas para o tratamento de doenças crônicas em idosos e no investimento em asilos públicos que dão suporte a esse grupo, priorizando e facilitando seu acesso a tais recursos. Cabe também ao Ministério da Cidadania, em parceria com o Estatuto do Idoso, a criação de um programa que dê a população envelhecida a oportunidade de se engajarem em projetos e manifestações sociais, incluindo-os como parte facultativa da sociedade e quebrando parâmetros preconceituosos. É necessário, também, que o Ministério da Previdência Social realize reformas em seu sistema e aplique medidas preventivas para o crescimento da população beneficiada, armazenando fundos que diminuirão o impacto na economia e garantirão equilíbrio na situação economica da parcela inativa.