Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 03/09/2019
Com o avanço da medicina e a inserção da mulher no mercado de trabalho, a sociedade brasileira apresenta uma população com maior expectativa de vida em contraste com a baixa taxa de natalidade. Nesse cenário, nota-se uma mudança no perfil etário da nação, onde os idosos se destacam demograficamente. Com isso, urge refutar os impactos do envelhecimento nacional, como sua interferência na área da saúde em simetria com a deficiente arrecadação previdenciária, a fim de equilibrar o bem-estar social dos idosos com os benefícios públicos.
Em primeira instância, destaca-se o aumento da demanda dos serviços de saúde no país. Segundo dados do Ministério de Saúde, 70% da classe idosa do país apresenta alguma doença crônica. Nesse ínterim, com a extensão do número de idosos, aumentou a procura por planos de saúde, fato que fomentou o encarecimento dos planos, de forma abusiva, pelas operadoras da saúde complementar. Com isso, parcela significativa da “terceira idade” não tem acessibilidade ao serviço, devido a incompatibilidade com sua renda. Logo, faz-se necessário o adequamento do sistema complementar à realidade financeira da maioria dos longevos brasileiros.
Paralelamente a isso, com a soberana concentração de idosos, maior é a solicitação por aposentadorias nos cofres públicos. Nesse viés, com o novo desenho demográfico, os jovens e adultos -população economicamente ativa- se tornam insuficientes na arrecadação de impostos. Entretanto, os servidores públicos da União aposentam com apenas 25 anos de contribuição, ato que evidência a aposentadoria de pessoas que poderiam contribuir por mais tempo com a previdência, pois, caso se aposentem com menos de 50 anos, estariam aptos ao trabalho e pesariam menos a Previdência Social. Portanto, a Reforma da Previdência urge em ser executada para sanar quadros como esse.
Destarte, entende-se que o envelhecimento populacional causa impacto não só na saúde, mas também na economia da sociedade brasileira. Assim, emerge-se imperativo que o Ministério da Saúde interfira nos valores dos planos de saúde ofertados por empresas privadas, por meio da estipulação de preços máximos aceitáveis, com o intuito de promover a acessibilidade dos idosos menos favorecidos financeiramente a esses serviços. Ademais, compete ao Congresso Nacional, a execução da Reforma da Previdência, com resguardo de idade mínima de contribuição social igual para todos os trabalhadores, a fim de alcançar maior contribuição da população legalmente ativa ao trabalho. Assim, o país, gradativamente, se adaptará ao novo perfil populacional brasileiro.