Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 01/09/2019
Devido aos avanços na medicina e à queda na taxa de fecundidade, a expectativa de vida só tende a aumentar nos próximos 20 anos. De acordo com dados do Instituto de Geografia e Estatística, IBGE, estima-se que em 2040 a estrutura etária populacional esteja invertida. Diante desse novo e próximo quadro, é válido analisar os impactos gerados pelo rápido envelhecimento populacional brasileiro no mercado de trabalho e no sistema de saúde.
É importante evidenciar que com a diminuição dos jovens na pirâmide demográfica do país, ocorrerá a falta de mão de obra e consequentemente um desequilíbrio no sistema previdenciário. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, hodiernamente o Brasil tem 2 contribuintes para 1 aposentado, em 2050, o número de beneficiários será superior aos dos colaboradores. Ademais, há um desejo ou necessidade por parte dos idosos de continuar trabalhando, mas, no entanto as empresas não estão preparadas para manter essa parte da população, pois elas ainda possuem o pensamento de que produtividade está relacionada à juventude. Dessa forma se nenhuma medida for tomada o mercado de trabalho e os cofres públicos serão uns dos mais impactados pelo envelhecimento populacional.
Outro fator a ser salientado é que um país mais velho demandará um maior uso dos serviços de saúde. Com base em dados do Estudo Longitudinal da Saúde e Bem-Estar dos Idosos Brasileiros, ELSI – Brasil, cerca de 80% dos idosos utiliza do Sistema Único de Saúde, e 40% deles são atingidos por doenças crônicas. Em virtude disso, surge a necessidade de um maior investimento em equipamentos médicos e na capacitação de profissionais da área da saúde. Uma vez que há uma negligência no tratamento do grupo envelhecido por parte da equipe médica, acarretando encaminhamentos equivocados e pedidos de exames desnecessários. Em síntese, esses problemas podem tornar os serviços de saúde ainda mais precários.
Diante dos fatos suscitados, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para que os impactos do aumento da longevidade sejam positivos. Portanto, o Ministério da Economia em parcerias com empresas devem promover a reinserção dos mais velhos no mercado de trabalho. De modo que o Ministério reduza os impostos dos estabelecimentos que contratassem esse grupo, para que eles permaneçam usufruindo o beneficio previdenciário, como também voltarem a contribuir com o sistema. Além disso, os Ministérios da Saúde e Educação devem investir na capacitação de profissionais de saúde voltadas no trato dos longevos. Com o intuito de tornar os atendimentos mais eficientes, evitando assim, gastos desnecessários com exames e encaminhamentos.