Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/09/2019
Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde, educação e ao bem-estar social. A principio, na Antiguidade Clássica, os mais velhos eram objetos de exaltação e sabedoria, porém com o advento da Revolução Industrial esse quadro mudou. Hoje, aqueles que possuem uma maior capacidade produtiva detêm um maior apreço, marginalizando os idosos. Conquanto, mesmo com essa longevidade, o país apresenta muitas falhas no que diz respeito ao trato com a melhor idade, tanto no âmbito familiar quanto no espaço público, visto que é preciso lhes garantir qualidade de vida, visando suas necessidades físicas, psicológicas e legais.
Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator do desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema de ensino eficiente. Conforme pesquisa do G1, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos em 2060, segundo pesquisa do IBGE. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado está refletido claramente na observação de alguns países europeus, onde a população idosa possui uma vida ativa, aqui, esse grupo tanto adoecem, quanto ‘’festejam’’ na frente de uma televisão. Diante do exposto, a falta de acesso as atividades lúdicas – que beneficiam a saúde coletiva dessas pessoas é comum no país.
Faz-se mister, ainda, salientar a marginalização dos idosos como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da ‘’modernidade líquida’ vivida no século XXI. Diante de tal cenário, a falta de estrutura no sistema educacional influência essas pessoas a se tornarem não alfabetizadas, o que impulsiona na expressividade na sociedade contemporânea. Segundo o filósofo Freind Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa interferir nas ralações sociais que prejudicam na evolução dessas pessoas. Acerca dessa lógica é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visam à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Ministério da Educação, juntamente com as prefeituras locais devem, por meio de um diretor plano, investir em programas de educação, criar centros de lazer com profissionais de saúde para retardar o sedentarismo dos idosos e garantir a inclusão social de todos. Assim, esse conflito de cunho social será resolvido e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propões Hegel.