Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 05/09/2019

De acordo com a Constituição Federal de 1988, é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, tendo em vista a marginalização da população idosa no país, percebe-se que tal objetivo não é alcançado. Diante disso, deve-se analisar como negligência do poder público e o desamparo familiar provocam a problemática em questão.

Convém ressaltar, a princípio, que o governo não dá o amparo suficiente para a população de idosos, posto que há o desrespeito dos direitos deles como cidadãos. Cidades sem infraestrutura, sistema de saúde precário, baixos valores de aposentadoria. Todos esses fatores os acompanham em suas vidas Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da vida inclusiva como também da preparação do número suficiente de profissionais especializados no cuidado com idosos não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Outrossim, o preconceito no âmbito familiar ainda é um grande impasse às condições de vida das pessoas mais velhas. Tristemente, o enfraquecimento dos laços familiares é algo extremamente presente na sociedade atual, uma vez que o acúmulo de atividades nas grandes cidades só aumenta. Os jantes com a família, a visita aos pais e aos avós dão espaço para a realização operacional de tarefas. Segundo o sociólogo Talcott Parsons “a família é uma máquina que produz personalidades humanas”. Com isso, ao invés de a família colaborar para um melhor envelhecimento de seus parentes, acaba por gerar uma traumática longevidade.

Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os parentes dos idosos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos difundidos socialmente. Por fim, o Poder Executivo deve, por meio de verbas governamentais, investir em infraestrutura nos hospitais públicos e na melhora das calçadas, para que haja uma melhora na qualidade de vida dos idosos, evitando que os mesmos não caiam nas ruas e precisem do sistema de saúde por esse motivo. Assim, poderá existir uma sociedade que respeita os direitos dos mais velhos e vai de acordo com a Constituição Federal.