Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 11/09/2019
Como consequência da Segunda Guerra Mundial, a medicina alcançou grandes avanços, o que propiciou uma maior longevidade à população. Atrelado a isso, com a queda da taxa de natalidade, o povo brasileiro está envelhecendo, o que impacta fortemente o Estado e a sociedade, ambos despreparados para acompanhar tal transição demográfica. Por conseguinte, é pertinente a discussão de tais implicações, com o fito de encontrar medidas para melhor adaptar - se a elas.
A priori, o envelhecimento da população brasileira afeta diretamente o direcionamento das políticas públicas e estruturas regidas pelo Poder Público. Ademais, como afirma a Constituição de 1988 é dever do Estado fornecer aos idosos previdência social, além de defender sua dignidade e bem - estar. Entretanto, com o envelhecimento da nação, ocorre uma diminuição grave da População Economicamente Ativa, e com isso o déficit previdenciário fica insustentável, o que afeta a previdência. Além disso, tendo em vista que a população jovem é predominante a muito tempo, as politicas de assistencialismo e saúde para o idoso foram negligenciadas e por isso não estão acompanhando essa mudança na pirâmide etária, o que prejudica os mais velhos e viola os direitos constitucionais.
Igualmente, vale destacar que a sociedade brasileira está despreparada para lidar com o envelhecimento. Para ilustrar, o filme “Up - Altas Aventuras” retrata a visão marginalizada e estereotipada que a comunidade tem dos mais velhos, como pessoas sem autonomia, frágeis e ultrapassadas. Ainda, tal ideário é reforçado até mesmo nos sinais de trânsito, com a placa referente ao idoso, que o mostra como alguém fraco e debilitado apoiado em uma bengala. Em virtude disso, os mais velhos são vítimas de violência física e psicológica, exclusão e silenciamento, tendo sua autonomia restringida. Destarte, é preciso desconstruir esse imaginário para uma maior integração social dessa faixa etária, atribuindo - lhes mais autonomia, atenção e respeito.
Diante do exposto, é notória a necessidade de adotar medidas que minimizem os impactos e amparem com dignidade os idosos. Logo, urge que o Governo Federal assista aos idosos, através de políticas públicas, com relação a uma saúde especializada, práticas desportivas, e incentivo a atividades remuneradas para os mesmos, com respeito as condições físicas e carga horárias adaptadas, a fim de melhor amparar e garantir autonomia para os mais velhos, além de ajudar a equilibrar o déficit previdenciário. Ademais, é mister que o Ministério dos Direitos Humanos em parceria com as mídias sociais, promovam campanhas publicitárias que busquem desconstruir o ideário do idoso como alguém incapaz e debilitado, mas que promovam sua valorização como um ser autônomo e capaz, para que assim a inclusão social dos idosos seja efetivada.