Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 14/10/2019

Apesar da existência em 1991 da Carta de Princípios feito pela (ONU), que inclui a independência, participação, assistência, autorregulação e dignidade de pessoas longevas, a população idosa hoje, sofre uma serie de percalços que se iniciam desde o mal atendimento em redes hospitalares até o preconceito no convívio social, gerando o estereotipo de que o envelhecimento é sinônimo de incapacidade. Sob essa ótica, é de responsabilidade governamental e da população estar atenta as necessidades dessa geração ainda mal compreendida.

Sob essa analise, uma das maiores conquistas culturais de uma sociedade em seu processo de humanização é o envelhecimento de sua população, refletindo em uma melhor qualidade de vida, no país cresce o número de pessoas com mais de 60 anos, chegando em 2025 com uma projeção de 34 milhões, segundo a (OMS). Contudo, junto do aumento progride a violência simbólica de Pierre Bourdieu, a qual se caracteriza pela banalização de situações de desrespeito e discriminação, no contexto brasileiro, o descaso acontece sobretudo nas linhas de ônibus, onde passageiros não cedem o lugar reservado ao idoso e, hospitais que não atendem de maneira efetiva. Dessa forma, a persistência do despreparo se naturaliza, criando a ideia de que o idoso não deve estar presente no corpo social.É necessário a ampliação de mecanismos que empoderem a geração de maior idade.

Dentro dessa perspectiva, foi intuído no dia 1 de outubro como o Dia Nacional do Idoso, em 2016, a qual ressalta a importância  de incluir a população mais velha no ambiente social e político. Porém, apesar da formalização de leis de inserção, como a Política Nacional e Estatuto para pessoas de idade avançada, grande parte dos idosos sofrem o preconceito demonstrados na série ’’ Novos idosos, velhos desafios’’, a qual expõe o relato de abandono, maus tratos e violação de direitos. Diante disso, o governo deve ampliar esse debate tanto em escolas como na comunidade, explicitando os direitos a qual pertencem aos mais velhos, seguindo o pensamento de Betty Friendan, que diz que o envelhecimento não é uma juventude perdida, mas uma nova etapa de oportunidade.

Ante ao exposto, a maturidade deve ser demonstrados não apenas como um fator natural, mas também sinônimo de respeito e inclusão. Para ampliar esse tema, o Poder Público através da Secretaria de Direitos humanos, deve amplificar projetos e campanhas de divulgação das leis de proteção ao idoso, como o disque 100 em escolas e na comunidade, a fim de proporcionar o debate da entre jovens e idosos. Além disso, o Governo deve criar projetos de cursos profissionalizantes para os mais velhos em centros comunitários de cada região. Dessa forma, as próximas gerações estarão aptas para lidar com o envelhecimento respeitosamente.