Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 17/09/2019

O Brasil insere-se, atualmente, no conjunto de países que estão passando pelo envelhecimento de sua população, sobretudo pela melhora da medicina. No entanto, o aumento da expectativa de vida está ligado a uma série de fatores que precisa estar atrelada às boas condições de vivência. Dessa forma, torna-se importante avaliar a qualidade de vida daquelas pessoas mais velhas, no âmbito financeiro e no âmbito social, simultaneamente com toda o restante da população. Logo, a problemática do aumento da idade da população brasileira traz consigo a necessidade de uma reforma previdenciária e de uma assistência médica, ambas integradas.

Em princípio, sabe-se que a diferença entre o número de indivíduos ativos para o trabalho e de aposentados evidencia uma desproporcionalidade do total arrecado pelo Estado e dos gastos previdenciários. Nesse contexto, segundo o Ministério da Economia, o déficit previdenciário subiu para cerca de 290 bilhões em 2018, o que tornou a pauta de uma reforma previdenciária como prioridade política. Contudo, os diversos textos que tramitam, ultimamente, no Congresso Nacional demonstram um desigual tratamento entre os brasileiros, principalmente com a manutenção das regalias da classe política. Por isso, é necessário que a população esteja presente nessas discussões, de forma a compreender uma segurança financeira para os aposentados.

Ademais, outro aspecto importante para a qualidade de vida dos idosos é tratar esse momento da vida do indivíduo como um período ativo e saudável. Todavia, está intrínseco no imaginário das pessoas que a terceira idade é definida pela inutilidade e pela vulnerabilidade, caracterizando em um sofrimento psicológico e físico nos idosos. Devido a isso, dados alarmantes do Ministério da Saúde, de 2017, revelam que a taxa de suicídio entre brasileiros acima de 70 anos é superior a qualquer outra faixa etária, cerca de 8,9 para cada 100 mil habitantes. Desse modo, faz-se necessário uma preparação e um acompanhamento dos órgãos de saúde para essa parcela da sociedade, fazendo com que a melhor idade, de fato, seja mais saudável e mais prazerosa.

O envelhecimento da população brasileira, portanto, precisa ser acompanhada na esfera da previdência social e da saúde assistida. Assim, o Estado deve criar mecanismos de assistência para os idosos, mediante inserção social desses em grupos engajadores, como os ocupacionais, por meio de um amparo de uma equipe especializada de psicólogos, terapeutas, oficineiros, dentre outros, a fim de diminuir as dificuldades físicas e mentais. Ao mesmo tempo, os legisladores devem encarar de forma igualitária os meios previdenciários. Destarte, futuramente, o amadurecimento da sociedade brasileira será encarado como seguro, ativo e saudável.