Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 22/09/2019

Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde, educação e ao bem-estar social. A principio, na Antiguidade Clássica, os mais velhos eram objetos de exaltação e sabedoria, porém com o advento da Revolução Industrial esse quadro mudou. Hoje, aqueles que possuem uma maior capacidade produtiva detêm um maior apreço, marginalizando os idosos. Conquanto, mesmo com essa longevidade, o país apresenta muitas falhas no que diz respeito ao trato com a melhor idade, tanto no âmbito familiar quanto no espaço público, visto que é preciso lhes garantir qualidade de vida visando suas necessidades físicas, psicológicas e legais.

Em primeira instância, vale destacar que, segundo Voltaire, filósofo iluminista,‘’quanto mais envelhecemos, mais precisamos ter o que fazer, mais vale morrer do que arrastarmos na ociosidade uma velhice insípida’’. Sob tal ótica, atualmente morrer é o que resta para a maioria dos velhos brasileiros. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado está refletido claramente na observação de alguns países europeus, onde a população idosa possui uma vida ativa, aqui, esse grupo tanto adoecem, quanto ‘’festejam’’ na frente de uma televisão. Diante do exposto, a falta de acesso as atividades que beneficiam a saúde coletiva dessas pessoas, é comum no país.

Faz-se mister, ainda, salientar a marginalização dos idosos como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da ‘’modernidade líquida’ vivida no século XXI. Diante de tal cenário, a  falta de atenção do familiares, impossibilita a eficiência para atender as necessidades dos idosos. Segundo o filósofo Friend Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa interferir nas ralações sociais que prejudicam na evolução dessas pessoas. Acerca dessa lógica é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visam à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, juntamente com as prefeituras devem, por meio de verbas governamentais, criar centros de lazer com profissionais de saúde para retardar o sedentarismo dos idosos e garantir-lhes a inclusão social de todos. Ainda cabe a mídia, o papel de promover campanhas em horários nobres fomentando aos familiares de como se relacionar e comunicar com os idosos. Assim, poderemos evitar esse conflito de cunho social e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propões Hegel, para que essas pessoas possam viver de forma justa e igualitária.