Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 15/10/2019
Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmou que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 40 anos em 11 décadas, evidenciando, uma melhoria na qualidade de vida que explica esse acréscimo na idade. Todavia, esse envelhecimento populacional gera vários impactos sociais e econômicos no Brasil, como o aumento no orçamento educacional, e um precário sistema de saúde pública.
Embora o Brasil, atualmente, invista apenas 3,8 mil dólares na educação, contra 8,6 mil dólares na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, essa perspectiva pode mudar com o envelhecimento populacional. Com a continua queda da fecundidade, o IBGE acredita que as escolas com 8 mil alunos em 2018, terão pouco mais de 6 mil em 2050, consequentemente, a mesma quantia destinada ao instituto poderá ser redirecionada para melhores salários e equipamentos escolares, além de desenvolver uma estrutura física melhor para a escola, a fim de receber muitos alunos no mesmo prédio, esvaziando instituições mais defasadas em estudantes e dando outra uso para o espaço.
Ademais, vale ressaltar que com o avanço na idade, a saúde da pessoa requer mais cuidados, pois, a fragilidade nos ossos e os problemas respiratórios, tornam-se comuns nessa faixa etária, ressalvando que um sistema de saúde adequado é primordial para receber essa população. No entanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) atual, ainda é deficitário para receber todo esse contingente. Segundo o Ministério da Saúde, 75,3% dos idoso utilizam exclusivamente os serviços prestados pelo SUS, e 70% deles possuem doenças crônicas. Esses índices revelam que existe uma grande demanda pelo serviço,porém, a fila de espera por atendimento demora meses, além disso, muitos hospitais e postos não despõem de equipamentos e profissionais especializados no setor da terceira idade, dificultando exames e diagnósticos dos pacientes.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o problema. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, através de verbas públicas, crie nos principais hospitais públicos das metrópoles do país um setor exclusivo da terceira idade, que empregue geriatras e gerontologistas, além de disponibilizar equipamentos adequados para diagnósticos e tratamentos de idosos. Ademais, com o apoio de parcerias privadas, esse projeto poderia ser subsidiado para pesquisas que envolvam os impactos a longo prazo na saúde e desenvolvimento social de um país, predominantemente adulto, auxiliando nas políticas públicas de bem estar, lazer e saúde do Brasil e do mundo. Assim, gradativamente, o acolhimento dessas pessoas será compatível com uma transição demográfica.