Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 17/10/2019
Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS), designou o dia 1º de Outubro como “Dia Internacional das Pessoas Idosas” após a criação de uma campanha, a fim de concentrar atenção nos esteriótipos criados sobre o envelhecimento. Hodiernamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que em 2060, 25,5% da população terá mais de 65 anos e como consequência, a diminuição dos entrantes no mercado de trabalho, além do aumento dos gastos da previdência social. Desse modo, é indispensável que a sociedade reveja os conceitos preestabelecidos sobre a velhice.
É relevante abordar, primeiramente, que as lutas feministas para o emponderamento da mulher na sociedade, como a inserção no mercado de trabalho, contribuíram para a diminuição da taxa de fecundidade, ou seja, elas têm optado por uma melhor estabilidade financeira, profissional e cada vez mais planejado a chegada dos filhos. Esse cenário, porém, a médio e longo prazo, proporciona um menor crescimento da população em idade ativa, uma vez que o trabalhador mais velho tem menos força física, elevadas taxas de absenteísmo por morbidade e dificuldades em acompanhar os avanços tecnológicos e com o aumento da expectativa de vida, o número de idosos dependentes dos serviços sociais se amplia, que consequentemente, afeta a economia do país.
Concomitantemente a isso, visto que a quantidade de beneficiários é maior que o número de contribuintes, ocorre um desequilíbrio no sistema previdenciário. Essa politica pública tem como finalidade prover renda, ao trabalhador e à sua família, quando sua capacidade laboral estiver comprometida temporária ou permanentemente. Desse modo, embora a pessoa tenha contribuído durante toda sua vida ativa, com o crescimento da longevidade humana, a média de tempo que ela passa recebendo aposentadoria e tratamentos dos serviços públicos aumentam e com a redução no percentual tributário, provoca um déficit na previdência social.
Em suma, é mister que o Ministério da Saúde juntamente com o meio midiático, realize campanhas de incentivo à maternidade e conscientização sobre sua importância no futuro da sociedade, a fim de aumentar a taxa de natalidade e a longo prazo, a População Economicamente Ativa (PEA) do país. A posteriori, é preciso que o Governo crie programas de educação continuada para o trabalhador mais velho, isto é, promover o desenvolvimento pessoal e profissional desses indivíduos através do aperfeiçoamento de suas habilidades, de forma que eles também passem a integrar a PEA, na perspectiva de o envelhecimento populacional não afetar o sistema previdenciário.