Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 15/10/2019
Com o avanço da medicina e programas de saúde pública, a expectativa de vida tende a aumentar nos próximos anos segundo o Instituto de Geografia e Estatística. Porém, estas mudanças na pirâmide etária não vem acompanhada juntamente com a taxa de natalidade. Portanto, deve-se analisar os fatores sociais e econômicos causais e as suas consequências.
Em primeiro plano, faz-se uma analogia sobre a origem do problema ao princípio da ação e reação, proposta pelo físico Isaac Newton. A ação se explica pela melhoria feita no sistema de saúde pública. Entretanto, a insuficiência do setor educacional e a má distribuição de renda desfavorece o planejamento familiar. Consequentemente, a queda da fecundidade se posiciona como a reação dessa precária condição socioeconômica.
Em segundo plano, é de fundamental importância a relação entre crise na População Economicamente Ativa (PEA) e as mudanças ocorridas na Previdência Social. Diante a esse fato, os idosos tendem a estender o seu tempo de contribuição, muitas vezes enfrentando discriminações dos mais novos. Este preconceito devido à incapacidade física e mental dos mais velhos é evidenciado pela citação do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de que, “as relações escorrem pelo vão dos dedos”.
É notório de que o “envelhecimento populacional” não se mostra favorável nas condições atuais. Portanto, urge que o Ministério da Fazenda promova mudanças na Previdência Social para oferecer um maior poder aquisitivo aos idosos. Além disso, cabe ao governo criar projetos que visem incentivar um melhor planejamento familiar a fim de aumentar a taxa de fecundidade no país. Por fim, cabe aos cidadãos adotarem comportamentos solidários com indivíduos da terceira idade, descartando a ideia de que eles são um “peso morto”. Desse modo, aproximaremos da visão que o Aristóteles possuía da política, de que o mesmo, tem a função de preservar o afeto entre os indivíduos de uma sociedade.