Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 15/10/2019
A segunda Revolução Industrial também ficou conhecida pelo grande aumento exponencial da população, mas, hoje, ela ameaça a economia do Brasil com o seu envelhecimento. Tal ameaça se justifica por três fatores: o desenvolvimento da medicina, a entrada da mulher no mercado de trabalho e a pirâmide financeira da previdência social.
De fato, houve uma grande melhoria na medicina, não só com as descobertas feitas durante as duas guerras mundiais e a guerra fria, mas também, com a iniciativa privada de evoluir buscando o lucro. Isso fez com que a expectativa de vida do ser humano aumentasse e a população crescesse, pelo fato de as pessoas morrerem mais tarde com as melhorias feitas no saneamento básico, vacinas, defensores agrícolas e o incentivo ao exercício físico.
Contanto, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o número de crianças diminuiu, pois ela passou a se dedicar mais ao seu emprego e não poderia ter filhos, já que não teria tempo para cuidar dos mesmos e os maridos também estavam no trabalho. Com isso, o Brasil “envelhece”, pois o número de idosos e jovens não está compatível, neste caso, tende à crescer a população mais velha.
Segundo o economista Ludwig Von Mises; “Ideias, e somente ideias, podem iluminar a escuridão.” Por outro lado, isto não acontece com a ideia da pirâmide financeira da previdência social. A situação é preocupante, pois o seu modelo de pirâmide tem como base os mais jovens, que trabalham para pagar os mais velhos por meio do INSS. Com a população brasileira mais velha, essa pirâmide se inverte, nesse caso, tem muitos idosos e menos jovens, o que pode levar o país à falência, já que os idosos não podem trabalhar para sustentar os mais jovens ou à eles mesmos.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado, por meio do Poder Legislativo, aprovar uma reforma da previdência, nela incluída um “teto de gastos” com a aposentadoria, isso irá “atrasar” um pouco a crise, mas, com o tempo ganho, deveria, por meio de políticas públicas e educação financeira nas escolas, incentivar a população à fazer investimentos por conta própria e no longo prazo, fazendo com que elas não fossem muito afetadas. De fato, a crise é inevitável, mas nem todos precisam sofrer, pois, seguindo Mises, as ideias iluminarão a escuridão.