Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 10/10/2019

Constante Fluidez

Segundo o filósofo Heráclito, “tudo flui e nada permanece”. De modo símil, a transitoriedade é inevitável e atualmente acomete a população brasileira, a despeito da ascensão do número de idosos no país. Porém, os impactos do envelhecimento populacional no Brasil já são sentidos no plano social, relacionado à saúde pública e na economia, em virtude da morosidade da reforma previdenciária.

A priori, após a rápida industrialização, o Brasil experimenta uma nova transição demográfica para a qual não está pronto: a fase pós-industrial, que é caracterizada pelo aumento no número de idosos. Embora, o SUS tenha enfoque na terceira idade, como os programas de imunização, a falta de profissionais geriatras e centros especializados torna o atendimento lento e demorado a quem precisa. Desse modo, a atenção à saúde publica voltada aos idosos está aquém do necessário.

Outrossim, o envelhecimento populacional é sentido no setor previdenciário, uma vez que o mesmo está deficitário e incapaz de prover novas aposentadorias, assim impactando diretamente a sociedade brasileira. Além disso, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) relata a volta dos idosos ao mercado de trabalho em decorrência dos baixos valores da aposentadoria. Em suma, a reforma previdenciária tão importante ao país está suprimida pelos legisladores.

Dessa forma, a consequência da transição demográfica é uma profunda alteração social e econômica. Ademais, o Estado, que é o responsável pelo bem-estar de sua população, deve agir de forma enérgica sobre as pautas sociais voltadas à terceira idade, por meio de criação de postos de trabalho com a especialidade de geriatria na rede pública. Mas também, o Congresso Nacional precisa de celeridade na votação da reforma para que esta possa amenizar os impactos do envelhecimento populacional. Destarte, similar à filosofia de Heráclito, o dinamismo demográfico está em constante fluidez.