Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 22/10/2019

O atual processo de inversão da pirâmide etária no Brasil revela um crescimento exponencial no número de idosos, causado pelo aumento na expectativa de vida e pela diminuição das taxas de fecundidade. Com isso, questões como uma maior preocupação com a necessidade do envelhecimento ativo passam a demandar mais visibilidade na intenção de evitar o danoso aumento de casos de transtornos mentais entre essa parcela da população e um deficit na qualidade de vida.

Em primeiro âmbito, distúrbios mentais durante a terceira idade tornam-se frequentemente comuns devido à fatores como perda de autonomia e função social dessa minoria, o que gera uma rotina extremamente desgastante e repetitiva. Por isso, em “Abordagem da Depressão Maior em Idosos”, material publicado em 2016 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), é apontado que mais de 40% das pessoas com idade avançada em casas geriátricas apresentam depressão, em contrapartida apenas 10% desses indivíduos manifestam tal transtorno quando vivem com sua família. Nota-se, portanto, que essa significativa disparidade entre os dados é influenciada pela possibilidade de ter ou não uma vida mais ativa.

Já em segunda análise, a ausência desumana de opções para lazer, exercícios físicos, atividades recreativas e a diminuição do círculo social geram uma insatisfação com a qualidade de vida na terceira idade. Tal fato ilustra que, de acordo com as tendências e expectativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2050, a população de idosos passará de 19,6 para 66,5 milhões, dado que revela um aumento de quase três vezes para um curto período de 40 anos. Assim, levando em conta que mesmo com o equilibrado número desses indivíduos atualmente há tamanha exclusão e falta de empatia, para evitar consequências maiores no futuro, será preciso reverter esse quadro urgentemente.

Em síntese, a necessidade de assistência para que as pessoas envelheçam de forma ativa revela-se um preocupante desafio para a sociedade brasileira. Logo, faz-se necessário organizar eventos voltados para os casos de transtornos entre os idosos, no qual cabe as coordenações dos cursos de psicologia realizar, no intuito de aprimorar os conhecimentos e alertar os alunos sobre esses feitos. Além disso, compete as Prefeituras Municipais com a ajuda de voluntários iniciarem projetos de criação de Casas de Apoio ao idoso, para frequentarem semanalmente, com opções de atividades físicas e entretenimento (cursos, opções de leituras e filmes, rodas de conversas, etc), na intenção de oferecer melhor qualidade de vida, para que, assim, a inversão da piramide etária não seja considerada uma problemática e sim uma oportunidade de inclusão social.