Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 14/10/2019

No Japão, o avanço na ciência proporcionou aos seus moradores o aumento da expectativa de vida, pois com a ajuda de medicamentos e exames de alta qualidade foi possível interromper mortes até então frequentes. Trazendo para o Brasil atual, é perceptível que tal evolução científica esteja ocorrendo, porém medidas políticas de como reduzir os impactos do envelhecimento -favorecido pela ciência- ainda não foram tomadas. Nesse contexto, é válido analisar os fatores que contribuem para o aumento da expectativa de vida, bem como a adequação a esse novo arranjo social.

É notório, em primeira análise, que os diversos meios até obter-se o aumento da idade média de vida é fruto da Segunda Guerra Mundial, ocorrida no século XX. Isso porque, durante esse momento histórico ocorreu intenso investimento em pesquisa e ciência para descobrir substâncias capazes de evitar a morte de soldados no campo de batalha. A partir desse momento, tornou-se comum o uso de vacinas e medicamentos como medidas profiláticas, para tentar reduzir a mortalidade por doenças de alta taxa de mortalidade do período em questão. Dessa forma, o número de idosos começou a aumentar em decorrência desse suporte científico, modificando a estrutura social presente até o início da Segunda Guerra.

Outrossim, destaca-se a má formação de políticas públicas capazes de atender esse novo arranjo social. Visto que o maior obstáculo é desenvolver uma política que saiba contornar a atual situação sem atingir, negativamente, parte dos cidadãos. Uma vez que, devido a criação das vacinas e dos medicamentos, a pirâmide populacional do Brasil foi modificada, tornando a base fina, com menos jovens, e aumentando o ápice dela com o acréscimo de idosos, devendo-se a partir de agora adaptar-se economicamente a tal realidade, pois com essa modificação estrutural mais idosos passam a obter a aposentadoria e em contraste, menos jovens estarão dentro do mercado de trabalha, ocasionando um desequilíbrio no orçamento do país. De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), até 2030, o número de jovens no mercado de trabalho cairá em 23% do que se encontra atualmente. Por consequência, se medidas não forem tomadas o déficit público irá aumentar cada vez mais.

Entende-se, portanto, que para contornar o impacto do envelhecimento no Brasil medidas devem ser desenvolvidas. A fim de atenuar a problemática em questão, o Governo Federal aliado ao Ministério da Economia deve fazer uma análise do perfil atual do Brasil, para que a partir dela se crie políticas de incentivo ao trabalho, de acordo com o limite de cada cidadão idoso, com trabalhos brandos e feitos em casa, afim de movimentar a economia por parte desse grupo da sociedade, que atualmente se encontra em maioria. Dessa forma, será possível contornar a situação respeitando a todos da melhor forma.