Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 24/10/2019
A revolução técnico científico informacional permitiu os avanços da área de saúde que, consequentemente, aumentou a expectativa de vida populacional. De fato, uma das maiores conquistas culturais de um povo em seu processo de humanização é o envelhecimento de sua comunidade e, o Brasil alcançou esse progresso, uma vez que está havendo a inversão da pirâmide etária nacional. Apesar disso, o país se mostra despreparado e essa temática já é um desafio. Isso ocorre devido não só à regressão das políticas voltadas a essa parcela, mas também aos obstáculos que transparecem.
Convém ressaltar, a princípio, que a implementação de ações para oferecer melhorias de vida nessa última etapa não está acompanhando o crescimento acelerado de idosos. Embora haja regimentos que asseguram os direitos desses indivíduos, como por exemplo o Estatuto do Idoso aprovado em 2003, essas não são mais tão eficientes diante do problema vigente. Prova disso, é que segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, a tendência de cidadãos que chegam a velhice cristalizou-se mais uma vez, sendo que em 2017 estes ultrapassaram os 20 milhões de habitantes com mais de 65 anos. Assim, por não haver um planejamento eficiente e intenso do governo, torna-se um problema gigantesco, posto que são evidenciadas novas necessidades para essa parte da nação, tal como mobilidade, acesso à informação e serviços de segurança e saúde.
Outrossim, é inevitável que o desenvolvimento vertiginoso da população idosa apresentará fortes influências na economia do país. Na China, por exemplo, em virtude da política do filho único, houve alguns impactos que abalaram o seu setor financeiro por causa da redução de jovens que são responsáveis por dinamizar a economia do país. Todavia, a realidade do Brasil se encaminha pro mesmo destino, posto que com a entrada da mulher no mercado de trabalho, ocorreu uma diminuição na taxa de fecundidade. Nesse sentido, existirá um desequilíbrio econômico em consequência da redução de pessoas em idade ativa e que são responsáveis por custear a população que, por não ter sua saúde física e mental em bom estado, devido a incompetência estatal, tornam-se inativos.
Infere-se, portanto, que é necessário encontrar soluções para mudar o cenário atual frente tal problemática. Para isso, com o intuito de obter um bônus econômico e assegurar uma velhice mais saudável e ativa, é imprescindível que o Estado reformule a legislação relacionada aos direitos dos idosos, criando e executando projetos que estimule à prática de exercícios físicos de toda a sociedade, principalmente os indivíduos da terceira idade, para que se torne um hábito e evite futuras enfermidades. Dessa forma, é possível alcançar uma longevidade mais saudável, afinal, como preceitua Martin Luther King, o que vale não é o quanto se vive; mas como se vive.