Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 24/10/2019
Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão dos impactos do envelhecimento da população brasileira ainda estão em debate - o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.
No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar condições íntegras diante do envelhecimento populacional. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo, dentre outros direitos, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, viver de forma justa e coesa, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.
Contudo, medida como essa não capaz de atenuar, verdadeiramente, os desafios do envelhecimento populacional, pois, devido ao crescimento da população idosa - que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer o mercado de trabalho, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de preocupação com os pagamentos da previdenciária social e despesas com planos de saúde, motivados, principalmente por aspectos socioeconômicos. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, os dilemas do enfraquecimento da massa não serão atenuados, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês Jean-Paul Sartre.
Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Projeto de Vida e Empreendedorismo, mas também – em parceria com o Ministério da Saúde- desenvolva nas comunidades, ações sociais, a fim de melhorar a qualidade de vida e a saúde humana, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os problemas do envelhecimento populacional. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.