Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 23/10/2019
A medicina do século XXI, como dito por Mahatma Gandhi, “Ainda está engatinhando” mas já é capaz de feitos enormes na humanidade como o aumento expressivo da expectativa de vida e este aumento gera impactos na sociedade contemporânea. Dessa forma, vale destacar a falta de qualidade do envelhecimento e da necessária mudança de visão aos idosos do Brasil.
Convém avaliar, dessa forma, que o Brasil não oferece, de forma acessível, o mínimo para o envelhecimento efetivo e com qualidade. Nesse contexto, o Sistema Universal de Saúde -SUS-, apesar de possuir diretrizes legais que auxiliam no envelhecimento concreto e com saúde, falha em coloca-las em prática posto que não recebe financiamento suficiente para atender de forma integra a população, caracterizando, assim, a obra Cidadão de Papel, escrita por Gilberto Dimenstein, em que descreve uma cidade cheias de leis, porém, elas não são colocadas em prática. Ademais, a falta de suporte para alcançar a situação de idoso com qualidade devida vai contra o ideal posto pelo filósofo Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”. Isto demonstra a urgência e necessário auxílio do SUS para promover, de forma não segregada e integral, o envelhecimento da população do Brasil.
Deve-se pautear, também, que a ideia difundida na sociedade de que o idoso torna-se inválido para ela é errônea e deve ser refutada. Isso porque, junto com a idade surge a sensação de exclusão e o reingresso ao mercado de trabalho pode nutrir o sentimento de pertencimento e serve para demonstrar, na prática, que pessoas com mais idade continuam aptas. Além disso, não se pode negar que a sociedade só conseguiu chegar aos dias atuais sustenta pelos atuais idosos fazendo analogia ao pensamento de Isaac Newton: “Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes” e nada mais justo que oferecer aos “gigantes” a oportunidade de reinserção no mercado de trabalho.
Portanto, a fim de traçar caminhos que amenizem os impactos negativos, são necessárias algumas mudanças no atual cenário. Então, o Ministério da Saúde deve dispor de mais investimentos no âmbito da saúde pública destinados a hospitais e postos de saúde para criação de um setor hospitalar geriátrico, para contratar médicos e outros profissionais especializados nessa área e para a divulgação desses serviços nas redes midiáticas que propaguem sobre a sua existência e gratuidade. Por consequência, criar um ambiente homogêneo e com suporte aos brasileiros, a fim de auxiliá-los durante a velhice.Ademais, o Ministério da Educação deve promover cursos de profissionalização de pessoas mais velhas, criando um ambiente virtual com as aulas para que seja acessível a todos, com o intuito de prepará-los profissionalmente para a reinserção no mercado de trabalho promovendo o sentimento de pertencimento à sociedade pelas pessoas com mais idade.