Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 24/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos envelhecimento da população brasileira apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do aumento da expectativa de vida, quanto da baixa taxa de natalidade. diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a elevação da expectativa de vida deriva da evolução da medicina e da melhora no saneamento básico, porém infelizmente as políticas públicas de amparo a terceira idade não acompanham o envelhecimento da população. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre na prática. De acordo com Estatuto do Idoso, os direitos dessa faixa etária da população devem ser garantidos, todavia o descaso continua predominando, por conta falta de infraestrutura nos hospitais brasileiros para resolução de demandas geriátricas.

Ademais, é imperativo ressaltar a diminuição dos nascimentos como promotor do problema. De acordo com os dados da matéria no site do “OGLOBO”, o Brasil em 2080 terá mais idosos acima de 80 anos do que crianças e jovens de até 14 anos. Partindo do pressuposto haverá escassez de mão de obra qualificada que só aumenta progressivamente devido à baixa oferta para o mercado de trabalho, estima-se que em 2050 a população idosa aumente sua participação na população brasileira em até 15 pontos percentuais, de acordo com o geógrafo brasileiro Ruy Moreira, Dessa forma, revela-se uma nova barreira no setor econômico a ser gerenciada pelo governo.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para combater o avanço da problemática. Dessarte, com o intuito de mitigar os problemas relacionados ao avanço da idade, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, sera revertida para investimentos em medicina preventiva para idosos, cujos custos são significativamente menores do que os tratamentos e atendimentos emergenciais de saúde. Alem disso, o Estado deve conceder incentivos fiscais para empresas que contratarem idosos que possuem qualificação e estão desempregados, afim de solucionar a falta de mão de obra. Desse modo, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivos da evolução etária  dos cidadãos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.