Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 25/10/2019
Primordialmente é indubitável que o aumento do envelhecimento da população brasileira é preocupante para a futura economia do País, pois impactará na diminuição da mão de obra ativa, como também haverá aumento dos gastos nos cofres públicos com os assegurados da aposentadoria, somados a manutenção da saúde pública. Considerando que estamos inseridos em uma sociedade neurótica e submissa destinada a nascer, crescer e trabalhar, muitas vezes forçados para assegurar um futuro premiado por uma quota mensal para seu sustento e somente então começar a viver livre e feliz, isto se torna um paradoxo, pois o sentimento de inutilidade e vazio leva ao envelhecimento sem qualidade de vida. Então cabe neste contexto a frase da poetisa espanhola Ada Luz Marquez: “O mundo precisa de pessoas que amam o que fazem e é somente despertando por meio de sua luz própria que o ser humano evolui em qualquer tempo”.
Embora que as estatísticas corroboram para um patamar de aumento da quantidade de população com idade avançada, contribuindo assim com a falta de mão de obra ativa, existe por outro lado o crescimento por automação industrial nos processos de produção e uso serviços de inteligência artificial. Dessa forma é relevante a substituição por robôs, sendo dessa forma positivo numa eventual ausência de mão de obra ativa, em contrapartida a mesma se tornará exigente e qualificada.
Com o propósito de mudanças de paradigmas, deve-se observar o período de vida enérgica com um olhar mais humano. Pois o trabalho deve ser sinônimo de bem viver, fazendo o que lhe convém com satisfação e ânimo, lhe formatando um preventivo de qualidade na saúde para a terceira idade, onde se cristaliza a expertise e conhecimento adquirido.
Recentemente o Governo Federal aprovou reformas nos cálculos da Previdência Social com o intuito de amenizar o impacto futuro da assistência e assegurados. Porém o excesso de regalias na cúpula dos Ministérios continua aquém da realidade desejada em prol dos menos assistidos.
Logo, faz-se necessário medidas estratégicas para alterar este cenário. Para que isso ocorra, o MEC, Ministério de Educação e Cultura, juntamente com o Ministério da Economia, devem promover palestras nas escolas, para alunos de ensino médio, por meio de entrevistas com os aposentados, mais os especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web-conferenciadas nas redes sociais dos Ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o impacto do envelhecimento da população brasileira. Por fim é importante ressaltar a frase do psiquiatra e pedagogo chileno Cláudio Naranjo: “O mundo está em crise, pois não foi educado com consciência, de certa forma a educação está nos roubando a consciência, o tempo e a saúde.”