Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 28/10/2019
Após a Revolução Industrial no século XVIII, ocorreram algumas mudanças no mercado de trabalho, sendo que a mais marcante foi o fato das mulheres passarem a trabalhar cada vez mais fora de casa. Este fator, associado ao aumento da expectativa de vida, culminou na diminuição da taxa de fecundidade, haja vista que o foco da sociedade deixou de ser estritamente a construção familiar e passou a ser o desenvolvimento profissional. Esta combinação de fatores foi decisiva para que mais uma transformação social acontecesse: o envelhecimento da população. Transformação esta que vem causando e causará grandes impactos econômicos, visto que haverá menos mão de obra disponível para trabalho e aumentará os gastos com saúde pública.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2060, no Brasil, o número de pessoas com 65 anos ou mais será o equivalente a 25,5% da população brasileira, tendendo a aumentar nos anos seguintes. O crescente número de idosos causará grandes impactos econômicos, principalmente no quesito previdência social, pois quanto menor for a população jovem, menor será a arrecadação previdenciária.
Além disso, com o avanço da idade torna-se mais frequente as visitas ao médico e, de acordo com o ELSIB (Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros), 75,3% dos idosos brasileiros usam exclusivamente o SUS (Sistema Único de Saúde). Portanto, quanto maior for a população idosa do Brasil, maior será o gasto do Estado com assistência médica e com o fornecimento de remédios e, caso nenhuma medida seja tomada, poderá ocorrer uma grande crise no sistema público de saúde.
Dessa forma, é necessário que medidas preventivas sejam tomadas a fim de evitar um colapso econômico com o envelhecimento da população brasileira. Assim sendo, é imprescindível que o Ministério da Saúde realize campanhas públicas para incentivar a medicina preventiva através da criação de programas como, por exemplo, a “Semana da Saúde Preventiva”, que poderá ocorrer nas UBSs (Unidade Básica de Saúde), ao menos duas vezes por ano, com palestras sobre as principais doenças que acometem os idosos e com a realização de exames rápidos, como a medição do índice glicêmico e aferição da pressão arterial. Também é necessário que o Ministério da Educação incentive a profissionalização da população mais jovem, seja através de cursos técnicos ou ingresso no ensino superior, pois quanto mais preparado o trabalhador for, mais otimizado será seu trabalho, gerando, consequentemente, uma maior contribuição com a previdência social e amenizando, assim, uma crise previdenciária.