Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 30/10/2019

A globalização, intensificada no período pós-Guerra Fria, permitiu um intenso desenvolvimento em diversas áreas, principalmente, na da saúde, através da troca de informações e ideias, proporcionando um aumento na expectativa de vida mundial. Entretanto, o Brasil não conseguiu acompanhar a inversão de sua pirâmide etária. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da inércia estratégica estatal e da redução da taxa de natalidade.

Em primeira análise, vale ressaltar que a falta de um plano econômico adequado a diminuição da população economicamente ativa ameaça diretamente o futuro da sociedade brasileira. De maneira análoga, segundo o filósofo Aristóteles, “a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. Nessa perspectiva, observa-se que a deficiência econômica é o reflexo da falta de equilíbrio no país, uma vez que não há subsídios financeiros suficientes para promover, por exemplo, a previdência social dos brasileiros, posto que a alta expectativa de vida gera mais idosos para receberem esse direito. Nesse sentido, quanto mais um indivíduo vive, mais ele é prejudicado devido à desestruturação econômica.

Concomitante a isso, é irrefutável que a redução da taxa de natalidade tem influência direta no crescimento do problema. No final do século XX, a disseminação dos métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte, a camisinha e o anticoncepcional em conjunto com a inserção da mulher no mercado de trabalho, ocasionou maior planejamento familiar, em que cada vez mais mulheres optam por ter menos filhos. Dessa forma, tem-se como resultado a diminuição de contribuintes da previdência no futuro, aumentando ainda mais o déficit previdenciário.

Diante o exposto, conforme Auguste Comte, “é preciso saber prever a fim de prover”. Para tanto, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Fazenda devem realizar projetos que visem otimizar os diversos âmbitos e a economia do país, por meio de políticas coletivas, subsídios financeiros e leis sustentáveis, além de fazer uma reforma na previdência, aumentando o tempo de contribuição aos poucos, com intuito de assegurar os direitos da sociedade e tornar benevolente a longevidade de vida. Assim, espera-se a garantia do bem-estar social de toda população frente ao atual cenário de envelhecimento da população brasileira.