Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 02/11/2019

“Ninguém ama tanto a vida como um homem que está a envelhecer”. A máxima de Sófocles induz um pensamento reflexivo a respeito da vida, afinal o envelhecimento ainda é visto sob várias ópticas. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro é imprescindível o zelo e a indução ao adequamento comportamental em virtude dos impactos causados por um novo estilo de vida.

A população brasileira segundo o IBGE hoje mantém uma alta expectativa de vida em relação ao século passado, onde em meados da década de 30 a longevidade brasileira beirava os 50 anos. Logo, é evidente que atualmente há muito mais pessoas em idade avançada, seja atuante no mercado de trabalho, seja encaixado em PEI (população economicamente inativa). Em suma, isso afeta diretamente a sociedade, há um aumento na roda da economia, mais pessoas estão comprando, precisando de serviços, mudando o estilo de vida como um todo.

Mas essa mudança pode ter um lado negativo. Com a reforma da previdência, o tempo suficiente para se aposentar aumentou e assim muitas pessoas vão demorar para conseguir esse benefício. Acontece que é possível chegar a uma determinada idade sem ter a condição física ou psicológica de manter-se na profissão. Por isso, deve-se levar em conta a individualidade de cada um, os aspecto neurológico, a essência, para que o envelhecimento não seja um problema, e sim, algo enriquecedor.

A vida é um eterno aprendizado, como bem dizia Gonzaguinha “a beleza de ser um eterno aprendiz”. Dessa forma, o envelhecimento deve ser encarado sobre três vertentes. O governo ao aprovar reformas deve levar em conta a individualidade de cada um, para que as necessidades sejam supridas. A família deve entender um idoso como algo natural e não encarar como um “peso”. E principalmente, aquele que está a envelhecer devem internalizar os ensinamentos de Français La Rocheforcauld que afirmava “envelhecer é o mais belo aprendizado dos mais belos ensinamentos da vida”.