Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 30/10/2020
Na história ficcional do “Capitão América”, com o fito de criar o soldado perfeito, por meio de experimentos, transformaram Steve Rogers em um super humano o qual, além da força, nunca envelheceria. De maneira análoga, sob essa construção ideológica, pode-se dizer que o homem perfeito seria aquele o qual conseguiria transcender até a velhice. Em suma, houve uma associação de que o envelhecimento era a ruína do ser humano. Entretanto, atualmente, pelo aumento da expectativa de vida, do acesso a saúde e a educação, por exemplo, os “novos idosos’ são pessoas mais ativas e precisam, portanto, de atenção especializada para que continuem em atividade. Desse modo, pela longevidade dos brasileiros, urge analisar a importância do planejamento para a terceira idade e as suas novas demandas sociais.
Mormente, devido a “obsolescência” de muitos idosos do mercado de trabalho e, por causa do alto custo de vida nos centros urbanos, da segregação deles em espaços rurais, a Coreia, a qual possui altíssimas taxas de suicídio, passou a ter que lidar com o autocídio desse grupo também. Assim, seja pelas despesas ou por abandono familiar, preferiam tirar suas vidas. Apesar de ser um país geograficamente distante do Brasil, há um problema convergente de ambas nações que é a falta de planejamento e inclusão desses idosos na sociedade contemporânea.
Ademais, acrescenta-se a isso as novas demandas da Terceira Idade. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como proposta para 2030, os países devem proporcionar e dar atenção as necessidades das pessoas em vulnerabilidade social, como os idosos. Desse modo, é de extrema necessidade que os direitos básicos de saúde e previdência sejam aprimorados para atender os mais velhos, os quais, majoritariamente, dependem unicamente do salário previdenciário como fonte de renda.
Destarte, faz-se mister a adoção de medidas práticas para a inclusão do idosos na sociedade. Portanto, cabe ao Estado, em coalizão com ONG’s (Organizações Não Governamentais) e outros segmentos da sociedade, a promoção de atividades recreativas, como esporte, artesanato, dança e afins, nos municípios para auxiliá-los na sociabilidade. Além disso, por meio dos médicos familiares e assistentes sociais das Unidades Básicas de Saúde, prestar acompanhamento periódico nos lares que possuem pessoas acima dos 60 anos para eles terem mais sanidade ao longo de suas vidas. Dessa forma, será possível ajudar as pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, como prevê a Agenda 2030, e evitar casos de morte como o exemplo coreano.