Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 21/03/2020
Segundo o imperador e líder político e militar Napoleão Bonaparte, a arte de governar consiste em não deixar envelhecer os homens em seus postos. Após o século XIX, com os avanços no campo da medicina, houve a possibilidade do aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade. Somado à emancipação feminina e à difusão do acesso aos métodos contraceptivos, que diminuíram as taxas de natalidade, o crescimento vegetativo teve seus números reduzidos. Logo, é necessário políticas públicas que visam o aumento da taxa de natalidade, já que a diminuição da população economicamente ativa (PEA) e o aumento do número de idosos podem acarretar o sobrecarregamento do sistema previdenciário público e aumento da criminalidade.
Segundo o IBGE, desde 2018, o número de jovens com até 14 anos está diminuindo. Essa queda é reflexo da redução da taxa de fecundidade brasileira que, em 2004 era de 2,1 filhos por mulher, e, em 2018, caiu para 1,7 filho por mulher. Segundo o órgão de pesquisas geográficas, a população brasileira parará de crescer a partir de 2047. Em contrapartida, o envelhecimento que, antigamente era predominante nos países desenvolvidos, tornou-se comum nas nações em desenvolvimento. No entanto, a redução do crescimento vegetativo agrava a Razão de Dependência, uma vez que o grupo de dependentes (pessoas menores de 15 e maiores de 59 anos) aumenta em relação à população economicamente ativa (pessoas maiores de 15 anos e menores que 59 anos).
Outrossim, a majoração do número de provectos é fator do aumento da criminalidade. Por exemplo, o Japão é o país com maior proporção de idosos no mundo. Segundo o Ministério da Justiça Japonês, os anciões representam 21% dos indicados por crimes na nação. Muitos deles cometem pequenas infrações com a intensão de ficarem presos para fugir da pobreza ou solidão, pois quase 50% dos idosos presos viviam sozinhos.
Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir em políticas públicas que incentivem o aumento da taxa de natalidade por meio de campanhas e subsídios à família, para evitar o peso financeiro que recai sobre a PEA. Ademais, o favorecimento da entrada legal de imigrantes é uma boa solução para revitalizar a população. Além disso, o órgão público deve criar programas de socialização, para que os cidadãos de maior idade tenham contato com mais pessoas e não se sintam solitários. A partir dessas atitudes, será possível observar um bom aumento no número de trabalhadores, evitando o sobrecarregamento do sistema previdenciário público e diminuição de crimes pelos idosos.