Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 30/04/2020

Promulgada em 2003, o Estatuto do Idoso estabelece parâmetros para maior qualidade de vida a esse grupo. Tal legislação especifica direitos, como a preservação de sua saúde física e mental, os quais cabem à sociedade e ao Poder Público assegurarem. Desse modo, é perceptível como o incentivo ao aumento desse contingente gera necessidade de políticas governamentais que atendam à demanda de saúde e estímulo da sua capacidade funcional de autonomia. Nessa perspectiva, subterfúgios devem ser alcançados para um bom envelhecimento do brasileiro.

Em primeiro plano, nota-se que os indivíduos de maior idade são mais acometidos por doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. De acordo com o teórico Thomas Hobbes, o Estado é responsável por assegurar o bem-estar da sociedade. Em consequência disso, a Federação deve ter como pauta planejar a disposição de atendimento de saúde frente à demanda estimada para os próximos anos. Além disso, não somente ações do governo devem ocorrer, mas também ações populacionais a fim de condicionar a lei que protege o idoso. Assim, é perceptível a mobilização do Brasil para aproveitar de melhor forma a terceira idade.

Em segundo plano, cabe salientar que a independência dos idosos para exercer suas ações apresenta-se como fator preponderante de impacto na sociedade. Segundo o sociólogo Max Weber, as pessoas são motivadas por realizar atividades de forma coletiva. De acordo com dados do DAET/SAS, cerca de 35% da população de idosos não possui autonomia ou capacidade para poder trabalhar nem realizar atividades cotidianas. Nesse sentido, a exclusão de uma classe etária nas relações sociais contribui para sua opressão e, posteriormente, o agravo de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade. Dessa maneira, a sociedade tem que dispor aos idosos práticas de lazer, oportunidades no mercado de trabalho e ações que possibilitem o desenvolvimento da motivação explanada por Weber.       Urge, pois, a necessidade de medidas para otimizar a qualidade dos longevos e integra-los socialmente. Destarte, o Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras, deve criar um projeto para melhorar a oferta dos serviços de saúde preventiva aos idosos mediante à promoção de instituições públicas que atuem na prática da medicina preventiva, por meio de acompanhamento profissional constante dos indivíduos, aumento nas campanhas de imunização e auxílio na nutrição. Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação deve promover campanhas por meio da televisão e das redes sociais, difundindo informações sobre a importância de atitudes, como a prática regular de exercícios físicos e a alimentação equilibrada, bem como seus efeitos na maior idade. Por fim, o Estatuto do Idoso será exercido de forma fundamental nesse território.