Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 10/05/2020

No projeto do Senado Federal “Brasil 2050”, põe-se em voga um espectro futurista para tal ano acerca dos impactos socioeconômicos do envelhecimento populacional no Brasil. Com essa pesquisa, espera-se atenuar as intempéries dessa variação na pirâmide etária do país, porém, é fulcral analisar os efeitos de tal, a fim de depreender melhor esse contexto. Desse modo, observar-se-á, a priori, as consequências sob os idosos e, a posterior, sob os trabalhadores ativos da nação.

Primeiramente, afirma-se que é papel do Governo a manutenção previdenciária aos aposentados. Tal noção fora corroborada pelo contratualista John Locke, quem preconizou ao Estado o dever de garantir a propriedade privada aos indivíduos. Nessa óptica, sabe-se que, no país, os cidadãos aptos a trabalharem são, em conjunto, responsáveis por sustentar, mediante impostos, a parcela anciã. No entanto, em um cenário com um número exagerado de idosos, o ônus pousaria sob os trabalhadores ativos, de forma a, senão acentuar a jornada de trabalho, aumentar as taxas que garantem a propriedade privada de Locke, panorama, decerto, injusto a essa parte da sociedade.

Outrossim, caso nenhuma de tais atitudes forem tomadas, tal ônus passaria à população obsoleta, isto é, essa parcela sofreria não só com a falta da propriedade privada, mas também beiraria à miséria. Embora outro contratualista, Jean Jacques Rousseau, sugeria que a população conter-se-ia com pouco, ou seja, sem o viés capitalista, tal prisma materialista é ubíquo à sociedade mundial hoje, o que tornaria inconcebível, aos idosos, o pleno desfrutamento da velhice no país. Logo, é notório o caráter imediatista inerente a essa problemática, a qual compromete o arcabouço socioeconômico do Brasil.

Portanto, visto a intempestividade dessa conjuntura, infere-se que ambos panoramas seriam prejudiciais e que outra solução é necessária. Dessarte, compete ao Governo Federal, com base no “Brasil 2050”, o dever de, por meio da mídia do país, dirigir à sociedade campanhas que enalteçam a previdência privada, de modo que cada pessoa, mediante uma instituição monetária, desvencilhar-se-ia do Estado para garantir uma decente qualidade de vida ao se aposentar, objetivando atenuar a parcela ancorada à previdência pública estatal, o que tornaria mais dinâmicas tais relações sociofinanceiras. Assim, orgulhar-se-ia dos projetos que antecederam tal problemática e das ações prévias que evitariam um futuro tortuoso da nação.