Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 31/05/2020

É fato, com diversos estudos estatísticos amplamente divulgados na mídia de que a população está envelhecendo. A partir de 2030, seremos em maior número de idosos do que de crianças. Certamente, tal característica demográfica gera repercussões de ordem econômica e também sociais. No primeiro aspecto, questiona-se o quanto as pensões onerariam, efetivamente os cofres públicos ou suas famílias. No segundo aspecto, questiona-se o quanto socialmente tem de haver adaptação à nova realidade, com programas e adaptações, para a inserção desse já expressivo contingente populacional.

O sistema previdenciário antigo, não levando em conta a atual expectativa de vida, previa direito a pensionamento para pessoas, hoje consideradas jovens, entre quarenta e cinco e cinquenta anos, por exemplo. Havia professores, por, exemplo, que se aposentavam com cerca de quarenta e três anos de idade. De fato, isso era um problema. Com a atual expectativa de vida, são muitos anos de inatividade custeados pelos contribuintes. Todavia, houve modificação significativa em 2019, por inovação legislativa.

Socialmente, em função de preconceito do ambiente em que o idoso vive, bem como muitas vezes em decorrência do próprio auto-preconceito, a pessoa na chamada terceira idade, é colocada (ou a si própria se coloca) em situação de marginalidade, não participando do cotidiano de uma vida socialmente ativa, participando de reuniões, bem como de tarefas para ela possíveis, seja em serviços voluntários ou mesmo remunerados, compatíveis com suas características, e, muitas vezes, contribuindo de forma ainda mais especial, com sua experiência de vida adquirida ao longo dos anos.

A fim de minorar os efeitos das questões postas, seria necessário que o Estado, por meio do MEC, promovesse publicidade e ações no sentido de  promover atividades compatíveis com as características dos idosos, inserindo-os econômica e socialmente.