Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 08/06/2020

Aposentados no Brasil

A partir dos anos 1990 a consolidação do envelhecimento da população brasileira vem sendo cada vez mais notável; atualmente no Brasil 12% da população tem mais de 60 anos. A previsão é que essa porcentagem cresça constantemente de forma que daqui a quatro décadas a porcentagem passe a ser de 33,7%. Esse acréscimo se dará porque a taxa de fertilidade vem caindo basicamente no mundo inteiro, e a expectativa de vida se expandindo progressivamente. O que acontece é que esse envelhecimento prejudicará a economia do país.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess) os idosos aumentarão sua parcela nos gastos de internação de 28,5% para 41,9%. Apesar de providências políticas voltadas para a massa de maior idade e mesmo que ajude no crescimento e valorização de certos setores, a velocidade de ampliação dessa massa supera a implantação de ações que oferecem melhores condições de vida para a mesma, sendo assim o governo tem como obrigação proporcionar mais agilidade e precisão de tais ações, o que consequentemente aumenta os gastos públicos direcionados à previdência, que envolvem principalmente saúde e infraestrutura.

Além desse cenário, é possível observar que a queda na taxa de natalidade implica no envelhecimento da população fazendo com que haja uma menor nação jovem, resultando em mais pessoas aposentadas e menos pessoas ingressantes no mercado de trabalho, ou seja, haverá uma diminuição do trabalho, afetando também a renda nacional. Dados do IBGE comprovam que o número de pessoas em idade ativa por idoso em 1980 era de 9,2; já em 2060 será de 1,6; averiguando o conceito de menos trabalhadores por idoso.

Portanto, fica claro que a economia pode ser abalada pelo aumento da população idosa. Devido a isso é necessário o aumento do poder aquisitivo dos idosos com um acréscimo em suas aposentadorias. E um investimento maior na parte da população empregada, de forma que, em um futuro se encontrarão mais pessoas qualificadas para o mercado de trabalho e menos desempregados, para que reste uma menor dependência da economia por parte de uma pequena parcela da população.