Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 10/06/2020
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a partir de 2039, haverá mais idosos que crianças no país e que em 2040, a maior parte das equipes de trabalho será de pessoas com mais de 45 anos.
Embora seja animador que na nova realidade as pessoas vivam mais, traz junto uma série de desafios. Afinal, enquanto caminhamos para um cenário marcado pela longevidade, vemos que muitas oportunidades e locais urbanos não são pensados para a população idosa, principalmente quando o assunto é saúde.
Se um “país mais velho” representa um avanço quando comparado às nossas décadas anteriores, o novo fenômeno também significa modificações profundas em relação à assistência em saúde.
Como por exemplo, mais despesas assistenciais, já que nessa faixa de idade estão mais propensas a aparecerem doenças crônicas. Tais questões certamente refletirão em um acompanhamento constante por parte de médicos e demais profissionais da área algo que, por sua vez, tende a gerar muitos gastos. Considere um futuro em que as pessoas vivem muito mais e veja as despesas crescerem exponencialmente.
A questão dos medicamentos que de acordo com um estudo da BNDES, o valor destinado aos medicamentos corresponde a 40% dos gastos nacionais com saúde, ultrapassando até mesmo as despesas com planos de saúde. Para as classes mais baixas, tal valor chega a cerca de 80%.
Sem dúvidas, outra grande modificação no segmento médico será a necessidade de fortalecer a atenção à saúde da terceira idade. Em outras palavras, mais profissionais com habilidades específicas, priorização dos estudos de geriatria e gerontologia no Ensino Superior, ampliação de cursos de capacitação e investimento em recursos humanos voltados para a modalidade.
No fim, é muito provável que o crescimento da população idosa abra inúmeras novas frentes de negócios.