Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 14/07/2020
De acordo com a Geografia, disciplina acadêmica responsável pelo estudo da Terra e das transformações geopolíticas, a transição demográfica é um processo comum às sociedades. No Brasil, essa realidade foi negligenciada e agora o cenário é preocupante. Nesse sentido, é possível afirmar que mudanças necessitam ser tomadas para minimizar os impactos da inversão da pirâmide etária brasileira. Isso se evidencia pelo despreparo do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela diminuição dos trabalhadores.
Em primeiro lugar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falta médicos, medicamentos e utensílios básicos nos hospitais públicos. Sob essa análise, é perceptível que o poder governamental não investe o suficiente na saúde para garantir conforto e qualidade aos cidadãos mais velhos. É, pois, inadmissível um país, com alta arrecadação anual, deixar um setor tão importante em estado precário.
Além disso, com o número de nascimentos diminuindo a População Economicamente Ativa (PEA) também decrescerá. Conforme pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil está no fim do bônus demográfico, momento no qual o percentual de idosos aumenta e o de jovens cai, próximo de um período de escassez de trabalhadores. Dessa forma, é indubitável que medidas devem ser elaboradas pelo poder público, com o objetivo de preparar a nação para essa transição sem sofrer grandes danos.
Desse modo, é de suma importância combater os desafios do envelhecimento populacional. O governo, portanto, deve garantir que o país terá suporte para essa mudança. Isso acontecerá por meio de maiores investimentos no SUS, com o auxílio da profissionalização de jovens para abastecer o mercado interno e não faltar mão de obra qualificada. Espera-se, com isso, que todos possam gozar de uma velhice saudável em um país bem preparado.