Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 16/07/2020

“A necessidade de um novo olhar sobre o envelhecimento na sociedade contemporânea.” Por gentileza, corretor, entenda isso como o tema.

Com o advento da Revolução Técnico-Científica, em meados do século XX, inúmeras transformações ocorreram no cenário mundial. Análogo a esse período histórico, observa-se o avanço exponencial da medicina, o qual fortifica melhores garantias a uma longevidade saudável. Diante disso, o envelhecimento social carece de um novo olhar, isso significa que é necessário mitigar os estereótipos perpetuados entre as gerações durante milênios, bem como é imperativo efetivar melhorias na infraestrutura do sistema público brasileiro.

Primeiramente, é válido salientar que diante do aumento da perspectiva de vida o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), intenta que até 22017, a parcela social de idosos chegará a 37 milhões. Diante desse cenário, é preciso o entendimento sobre a urgência do preparo social para o próprio envelhecimento, como também, a integração da atual classe idosa. Nesse contexto, o documentário “Envelhescência” retrata como seria a nova visão sobre esse público da terceira idade, instigando a sociedade a desconstruir os estereótipos de que a velhice é um fardo, ou seja, de que idosos não podem dançar, fazer uma tatuagem, navegar nas redes digitais, por exemplo. Dessa forma, é fundamental construir uma conscientização sobre a indispensável adaptação e inclusão das várias faixas etárias aos mecanismos culturais, sociais e tecnológicos.

Outrossim, é importante ressaltar que na teoria o Brasil apresenta uma das mais avançadas leis de mobilidade social. Entretanto, a legislação só é válida para os novos projetos de urbanização. Devido a isto, não são vigentes na prática e, desse modo, é perceptível um déficit no sistema público, uma vez que os Órgãos Públicos não possuem acessibilidade e segurança à locomoção do idoso, atuando assim, como uma barreira física, a qual negligenciam os direitos de ir e vir do cidadão em questão. Sob tal ótica, o idoso fica recluso na realização de seus afazeres, como exemplo, resolver problemas de cunho social em agências governamentais que não possuem elevador. Dessa maneira, entende-se que a sociedade e o Governo se mostram esperançosos como o futuro, mas omissos às necessidades do presente.

Depreende-se, portanto, que medidas exequíveis são cruciais para promover o novo olhar sobre o  envelhecimento. Posto isso, é imprescindível que o Governo Federal efetue o fortalecimento e consolidação do Estatuto do Idoso, como o fito de que seja possível garantir, por intermédio da lei os direitos do cidadão idoso. Ademais, urge que ocorra uma abordagem que aproximem distintos grupos etários às oportunidades que os adventos tecnológicos e culturais proporcionam a conjuntura social. Assim sendo, com tais aparatos será possível unir todas as gerações rumo ao progresso nacional.