Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 18/07/2020

A Constituição Federal de 1988, garante os direitos sociais a todos os cidadãos. Entretanto, com a inversão da pirâmide etária, tais direitos deixaram de ser cumpridos em grande parte da população envelhecida. Em virtude do avanço da tecnologia e medicina, foi permitido um aumento desses indivíduos, porém esse crescimento não é acompanhado pela promoção da saúde e previdência social dessa faixa etária.

É relevante abordar, primeiramente, que apesar de avanço como o Estatuto do Idoso, a realidade é que os direitos e necessidades ainda não são plenamente atendidos. Nesse contexto percebe-se, que esses indivíduos sofrem com longas filas de espera, falta de profissionais capacitados, carência de centros especialistas etc. Além disso, é notório a negligência governamental a essas pessoas, pois seus interesses estão voltados para a população economicamente ativa do país, o que intensifica os impactos causados.

Paralelo a isso, com a maior expectativa de vida da população, os gastos do governo com aposentadoria dos trabalhadores estão cada vez mais elevado. Prova disso são um pouco mais de 700 bilhões de gastos em 2019 com a previdência, a maior parte esta concentrada em militares que é o dobro das despesas de servidores públicos e é 17 vezes maior do que um aposentado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Com isso é nítido que apenas uma parcela da sociedade é beneficiada, enquanto outras são desprovidas desses recursos.

Dessa maneira, é preciso criar medidas em que os indivíduos mais velhos, não sejam um obstáculo para garantir os direitos constitucionais. Para isso faz-se necessário a participação do Ministério da Saúde e do SUS (Sistema Único de Saúde) garantirem um maior número de atendimento médico, especialista e capacitado nos centros médicos, por meio de estratégias e investimento no setor, e também incentivar a promoção da saúde com parcerias com instituições e divulgação na mídia, que visem o  envelhecimento ativo da sociedade.  Além disso, cabe ao governo rever os “super salários” de servidores públicos, estabelecer medidas de inserção dos mais velhos no mercado de trabalho juntamente com as empresas, para que assim as despesam sejam equilibradas e os trabalhadores beneficiados. Assim, garantiremos o equilíbrio no cenário atual e do futuro das próximas gerações.