Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 12/08/2020
Com o advento da globalização, que possibilitou a entrada feminina no mercado de trabalho, bem como uso de métodos contraceptivos, a taxa de natalidade das mulheres brasileiras decresceu, acarretando elevada demanda de idosos na conjuntura brasileira que, majoritariamente, tem sua expectativa de vida aumentada. Frente a isso, convém analisar dois impactos ocasionados a partir do envelhecimento da população vigente: o déficit na qualidade de vida dos cidadãos, aliado à falta de inclusão dos idosos ao mercado de trabalho.
Em primeira instância, conforme estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), desde 2018, o Brasil passou por um ônus demográfico, ou seja, uma maior demanda da população aposentada. Nesse sentido, fica claro que a taxa de envelhecimento da população não é proporcional à taxa de natalidade. Além disso, a ausência de indivíduos jovens que trabalhem a fim de suprir as demandas da população aposentada, corrobora crescente crise no ramo econômico, visto que, além do aumento das desigualdades sociais, em que as classes abastadas concretizam sua posição social em detrimento dos recursos de uma miríade de pessoas pertencentes ao proletariado, segregação social dos mais pobres torna-se consolidada.
Outrossim, a valorização da qualificação dos sujeitos em estágio de envelhecimento é fator mister para a sociedade brasileira, cláusula pautada no artigo 30 do Estatuto do Idoso. Não obstante, tal parcela não tem sido incluída no âmbito técnico e, por corolário, incapacitada de contribuir em meio empregatício, visto que a disseminação da tecnologia, o indivíduos que não possuíram contato prévio ficaram alheios a este conhecimento. Nesse sentido, a anomia do governo – termo caracterizado pelo sociólogo Émile Durkheim como ausência ou desintegração das normas sociais - em propor políticas de especialização para a inserção dos idosos ao mercado empregatício, acarreta um estágio de ação e reação, como proposto pelo astrônomo Isaac Newton, visto que a falta de investimento profissional aos tais acarreta crescente atraso em previdência social para as próximas gerações.
Portanto, para a resolução da problemática, compete ao Ministério da Economia elaborar um projeto de cursos profissionalizantes para os idosos. Tal ação será viabilizada por meio de plataformas online e, com duas aulas presenciais por semana e que, após o término, os destinem ao emprego concernente à especialização, a fim de incluir tal parcela social ao mercado, com o auxílio de geriatras para que a saúde seja dos tais seja preservada . Espera-se, com essa ação, a garantia da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros, a diminuição das desigualdades acarretadas e, por fim, a inclusão dos idosos ao mercado empregatício.