Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 01/08/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o desafio do envelhecimento no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Assim, a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país seja pela pouca ajuda do Governo, seja pela falta de valorização sobre os idosos. Nesse sentindo, as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade devem ser analisadas.
Ademais, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, a falta de ajuda do Estado, rompe essa harmonia, tendo em vista que nem todos os idosos tem o devido apoio. De acordo com a ONU, o crescimento dessa mesma população de 9,8% em 2005 passou para 14,3% em 2014, com isso, percebe-se que a tendência é que o número de idosos no país aumente, podendo ser um grande desafio para as políticas da saúde, as sociais, as culturais, enfim, sejam públicas ou privadas no Brasil.
Outrossim, destaca-se a falta de valorização sobre eles como impulsionador do problema. Após certa idade, a grande admiração sobre a imagem envelhecida do país declina, tendo como consequência o abandono e a falta de ajuda. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que pela falta de ajuda pública, muitos se subestimam ao trabalho e situações piores. Percebe-se que muitos habitam em áreas delicadas e lugares de difícil acesso, como resultado, muitos acabam prejudicados.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Estatuto do Idoso deve criar meios de apoio para ajudar os mais necessitados, por meio de doações de roupas, refeições e dinheiro para aqueles que não tem todo o acesso à isso, dessa maneira, todo auxilio seria entregue em locais públicos ou nas próprias residências, tudo isso, para que não falte nenhum tipo de ajuda aos carecidos. Logo, é de extrema importância que sejam criados novos abrigos para aqueles que não tenham um lugar para residir, podendo assim, dar um envelhecimento tranquilo para a sociedade em si. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto noviço do desafio do envelhecimento no país e coletividade alcançará a sociedade “perfeita” como dito na obra “Utopia” de Thomas More.