Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/08/2020
O livro “A vingança da mulher de meia-idade”, escrito pela psicóloga Elizabeth Buchan, foca na tragetória de rose, uma mulher recém-divorciada que passa a questionar seus princípios em relação ao envelhecimento e a solidão. Fora da ficção, a realidade retratada no livro pode ser relacionada ao contexto atual, onde a velhice começa a ser considerada uma ameaça aos demógrafos, devido aos altos custos para manter a população idosa. Nesse sentido, a modernização da saúde no século 21 contribui fortemente para longevidade, embora seja fato que essa nova realidade traz consigo uma série de problemas, como gastos governamentais excessivos e um déficit da população economicamente ativa.
Em primeiro plano, é importante ressaltar os exorbitante custo governamental para manter a saúde e o sustento da população idosa por meio de gastos previdênciais. De acordo com o IBGE, em 2055, 25% da população brasileira será de idosos, dado preocupante diante de um cenário de baixa taxa de natalidade e altos custos de empresas privadas para manter os planos de saúde destes, por conta do alto preço de medicamentos e possíveis internações.
Ademais, o déficit da população economicamente ativa, ocasionada pela decaimento da taxa de natalidade mundial, é um desafio complexo a ser combatido. Por consequência, com o aumento exponencial de idosos, os impostos da PEA destinados à previdência aumentam, ocasionando crises econômicas e desorganização no setor do trabalho e servidos.
Conclui-se, portanto, que a longevidade, tão desejada pela por parte da população, surte resultados irreversíveis à esta. Dessa forma, é necessário um novo projeto governamental visando reformular a previdência social, de forma que os trabalhadores e aposentados sejam beneficiados. Isso pode ocorrer por meio da revisão no aumento da idade mínima de contribuição e regras de aposentadorias especiais; além de incentivos a hábitos saudáveis através de veículos comunicativos, afim de evitar doenças crônicas. Desse modo, o Brasil será um país melhor para os atuais e futuros idosos.