Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 24/08/2020
Revolução Industrial. Êxodo rural. Industrialização. Urbanização. Tais acontecimentos ocasionaram intensas transformações na sociedade mundial, inclusive no Brasil. No entanto, as consequências sociais e econômicas dessas transformações refletem, hoje, um cenário preocupante no que tange ao envelhecimento mal amparado da população brasileira. A garantia do cumprimento do Estatuto do Idoso precisa ser discutida.
Em primeira análise, evolução das relações de trabalho e das relações sociais acarretou muitas mudanças na sociedade brasileira. Acerca dessa lógica, a transição demográfica atual, caracterizada pela diminuição da taxa de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida, evidencia o crescimento acentuado do número de idosos no país. Prova disso são dados de uma pesquisa do IBGE demonstrando que, em 2018, mais de 28 milhões de cidadãos possuem 60 anos ou mais. Contudo, a população mais madura encontra muitas dificuldades nesse período da vida, não possuindo a garantia de direitos básicos estabelecidos no Estatuto do Idoso.
Nesse sentido, é valido destacar, ainda, a deficitária estrutura previdenciária do Brasil e o descaso com a saúde dos idosos. Sob essa ótica, gastos extremos do governo com aposentadorias são agravados pela atual geração “nem-nem” – nem estuda, nem trabalha –, aumentando o déficit de contribuição à previdência. Desse modo, a falta de recursos para cobrir as aposentadorias afeta, também, o sistema de saúde do país, ocasionando longas esperas para atendimento médico, para exames e para ter acesso a medicamentos. Em vista disso, muitas vezes o envelhecer torna-se sinônimo de dificuldades financeiras e de doenças àqueles que, por direito, deveriam ter sua saúde física e mental preservadas.
Portanto, é evidente que as condições sociais para o envelhecimento da população carecem de atenção. Sendo assim, os Ministérios da Cidadania e do Planejamento devem unir esforços através de ações que objetivem maiores arrecadações a serem investidas na terceira idade. A exemplo, incentivar programas como o “Jovem Aprendiz”, que favorecem a inserção dos jovens no mercado de trabalho e que podem aumentar o número de contribuintes para a previdência. Dessa forma, também será possível investir mais em saúde pública, promovendo melhorias no sistema que confiram mais dignidade ao processo de envelhecimento da população brasileira e que garantam os direitos dos mesmos.