Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 26/08/2020

Dentre as importantes mudanças pelas quais o Brasil passou nos últimos 100 anos, destaca-se a revolução demográfica. No início do século XX, a esperança de vida no país não passava dos 33.5 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística , ela atingiu mais de 73 anos em 2009 . A proporção de idosos subiu de 9,1% em 1999 para 11,3% em 2009, compondo hoje um contingente acima de 22 milhões de pessoas, superando a população de idosos de vários países europeus como a França, a Inglaterra e a Itália, de acordo com estimativas das Nações Unidas. O aumento da expectativa de vida tem sido mais impressionante entre idosos acima de 80 anos. Entre 1997-2007, a população de 60-69 anos cresceu 21,6%, e a de mais de 80 aumentou 47,8%. Enquanto crescem as proporções de idosos no quadro demográfico, diminui o número crianças. As de 0-4 anos são agora só 7,2%, e o contingente dos que têm de 0-9 anos recuou de 30.206 milhões em 2007 para 29.392 milhões em 2009. É bonito observar que a lutadora geração dos anos sessenta está criando outro sentido para o envelhecimento, tornando-o mais produtivo e prazeroso. No entanto, existe uma pequena parcela de idosos sem rendimentos próprios e que não é capaz de atender às suas necessidades básicas, além de vivenciar sérios problemas de saúde e dependências físicas e mentais. Alguns gerontólogos têm mostrado preocupação, sobretudo, com a população acima de 80 anos quando, geralmente, a incidência de doenças aumenta e a autonomia diminui. É crucial investir na promoção da autonomia e da vida saudável desse grupo social, assim como prover atenção adequada às suas necessidades. Esse novo tempo dos velhos requer planejamento, logística, formação de cuidadores e, sobretudo, sensibilidade para saber que de agora em diante a população idosa veio para ficar e continuará aumentando até os anos 2050.