Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 27/08/2020
Na década de 1960 e 1970, o Brasil passou por um período denominado ‘‘Milagre Econômico’’, com grandes transformações no âmbito social e industrial. Tais mudanças, permitiram a maior participação do cidadão no mercado de trabalho, aumentando sua carga horária e diminuindo o seu tempo livre, logo, houve o decrescimento da taxa de fecundidade na década de 1990 e o aumento da expectativa de vida nacional, gerando uma população futura majoritariamente idosa. Nessa conjuntura, os impactos sociais de uma população predominantemente idosa são ameaçadores ao futuro da sociedade, podendo gerar o colapso do sistema previdenciário e a escassez de mão de obra jovem.
Em primeiro lugar, o sistema previdenciário brasileiro já sofre com os resquícios do envelhecimento acelerado da população, ocasionando futuramente, em um colapso dos pagamentos aos idosos. Isso ocorre devido ao menor número de pessoas ativas no mercado de trabalho, produzindo e aumentando o PIB (Produto Interno Bruto), e a maior quantidade de idosos em suas residências, legalmente aposentados. Futuramente, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o sistema previdenciário brasileiro entrará em colapso por volta dos anos 2040, com aumento de 28% do número de idosos aposentados na população. Sendo assim, a queda do PIB e o aumento de aposentadorias, ocasionará o deficit no salário de idosos e um impacto nos mercados consumidores.
Em segundo lugar, é importante ressaltar que o Brasil já sente os impactos da queda da mão de obra jovem no país, resultado do pós 1990 como visto anteriormente. De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a população economicamente ativa brasileira está ficando cada vez mais velha, enquanto o número de jovens que ingressam no meio econômico é cada vez menor. Logo, com a menor participação de jovens economicamente ativos no Brasil, as empresas tendem a gastar mais dinheiro trazendo mão de obra do exterior, prejudicando a produtividade nacional. Ademais, o distanciamento etário entre a população idosa e a jovem, compromete o ensino e a convivência cotidiana. Logo, programas geopolíticos por parte do Estado são necessários para resolver a situação.
Portanto, perante ao exposto, as transformações econômicas e sociais pós 1970 trouxeram o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população idosa, sendo dever do Estado promover o equilíbrio e o bem-estar social. A priori, o Ministério do Trabalho deverá fazer reformas na previdência social, adaptando-a às novas estatísticas para o ano de 2040, visto que, com o aumento da expectativa de vida, muitas pessoas poderão trabalhar por mais anos, entretanto, tal reforma deverá respeitar os direitos trabalhistas. Ao Governo Federal, cabe a criação de campanhas incentivando as famílias a terem mais filhos, aumentando o número de mão de obra futura. Logo, os impactos serão minimizados.