Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 28/08/2020

De acordo com o artigo 9o do Estatuto do Idoso, “É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade”. Entretanto, devido a baixa taxa de fecundidade e natalidade, o grande aumento do envelhecimento da população brasileira pode vim a impactar no papel do Ministério da Economia, o qual enfrentará novos desafios e terá que lidar com maiores gastos na saúde pública e no setor previdenciário.

De acordo com a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar Solange Beatriz Palheiro Mendes (FenaSaúde), “O aumento da proporção de idosos nos planos gera crescimento dos custos e desequilíbrio no sistema, já que os integrantes dessa faixa etária geram mais despesas assistenciais em relação às demais. Os idosos sofrem mais de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), que exigem acompanhamento médico constante, e de males que demandam exames mais sofisticados e custosos”. E também, para se ter ideia do impacto na Saúde Suplementar, um paciente com menos de 18 anos custa ao ano R$ 1.500 para seu plano de saúde, enquanto um com mais de 80 pode gerar gastos de R$ 19 mil por ano, de acordo com dados do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS).

Conforme retrata a InfoEscola: “O setor previdenciário é um dos mais importantes quando se pensa na população idosa, uma vez que seu sustento sairá desse setor, a partir do pagamento de seus benefícios e aposentadorias, os valores que são gerados para o setor previdenciário vem da contribuição dos trabalhadores mais jovens e das empresas […] Atualmente os valores pagos pelo setor previdenciário são baixos, e muitas vezes não suprem as reais necessidades da população idosa no país, principalmente as que possuem altos gastos com medicamentos, já que é uma realidade que a população idosa possui uma saúde mais frágil”.

Portanto, afim de amenizar os gastos com a saúde pública, o Ministério da Saúde pode desenvolver programas de gestão voltados para doentes crônicos, com acompanhamento médico multidisciplinar via telefone, e-mails ou consultas domiciliares; redes de apoio 24 horas para urgências e emergências além de incentivá-los à prática de exercícios físicos e à adoção de uma alimentação mais saudável. Somado a isso, mão de obra jovem disponível poderia ser inserida no mercado de trabalho, para que as contribuições e gastos fossem equilibrados, e não afetasse os gastos do setor previdenciário nas contas governamentais; entre outros fatores que envolvem diretamente a vida da população idosa no dia a dia, como o amor, respeito, paciência e empatia.