Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 01/09/2020
É de conhecimento geral que o envelhecimento é um processo de redução operante, implacável, natural e não possui relação com enfermidades. No presente, percebe-se uma intensificação desse fenômeno na população brasileira e seus impactos, tais como a elevação da sobrecarga do sistema de saúde e ausência de jovens aptos a ingressar no mercado de trabalho.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, a saúde é um direito de todos e uma competência do governo, no entanto, verifica-se diversos problemas relacionados ao sistema único de saúde (SUS) no Brasil, como as longas filas de espera, burocracia e escassez de profissionais. De fato, tais situações limitam um atendimento digno que possibilite um melhor bem-estar aos usuários da saúde pública, sendo mais críticas aos indivíduos longevos.
Deve-se considerar que quando falta jovens e sobra idosos inativos no mercado de trabalho, o custo da mão de obra aumenta, gerando problemas econômicos como a inflação, de maneira que ocasione em consequências como a desvalorização da moeda e redução do poder de compra, se relacionando com a “modernidade líquida” do filósofo polonês Zygmunt Bauman, mediante á falta de solidez entre as relações econômicas e políticas que influenciam negativamente no envelhecimento salubre da população nacional.
Logo, é notável a necessidade de decisões para solucionar o cenário. O Estado deve se dedicar a melhorar a regulação de filas, de modo que concentre a gerência em regiões de saúde e crie preceitos distintos para acesso, além ampliação da participação de profissionais voltada para o aumento da cobertura e ampliação do acesso na atenção primária à saúde por meio do Ministério da Saúde e da Organização Pan-americana de Saúde. Outrossim, é essencial que haja incentivos fiscais para que empresas busquem idosos inativos no mercado de trabalho, concedendo a estabilização dos impactos do envelhecimento populacional.