Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 27/09/2020
No período da Grécia antiga, devido ao seu elevado grau de experiência de vida e conhecimento, o ancião era respeitado e fazia parte do órgão executivo das cidades-estado. Entretanto, a importância do mesmo vem sendo menosprezada pela sociedade, haja vista que, depois que se aposentam, são vistos como fardos e acabam sendo desassistidos pelo Estado. Além disso, o mundo globalizado modifica-se de forma que busca atender as necessidades dos jovens sem levar em conta que, futuramente, assim como no Brasil, outros países terão uma elevada população idosa. Desta forma, nota-se que medidas são imprescindíveis para sanar a problemática.
Primeiramente, sabe-se que apesar de ter sido criado com o intuito de dar uma atenção especial para as pessoas em condição vulnerável, o Estatuto do Idoso, na prática, enfrenta imbróglios em sua aplicabilidade, como as violações dos direitos legais, que corroboram para a falta de respeito e os crescentes maus-tratos. Nesse sentido, a ausência de fiscalização por parte do Estado no cumprimento da lei contribui com a sua baixa efetividade. Ademais, muitos idosos acabam sendo desamparados também por suas famílias, que os tratam como fardos e os abandonam em casas de repouso sem prestar nenhum tipo de assistência posteriormente.
Por conseguinte, com a vigente globalização e suas mudanças, fica explícito que as novas tecnologias não estão mais atendendo as necessidades da população como um todo, mas sim de grupos específicos, como o público juvenil, causando impactos na qualidade de vida, bem-estar, saúde pública e comunicação social, pois grande parte dos anciãos vem de uma época em que estudar era privilégio, ou seja, têm baixos níveis de escolaridade. De acordo com a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo IBGE, em alguns anos haverá mais idosos do que jovens no Brasil.
Dados os argumentos acima, para frear os impactos do envelhecimento da população é imprescindível que haja planejamento em longo prazo. Sendo assim, o Ministério Público deve criar medidas para fiscalizar, com cautela, o cumprimento dos direitos previstos no Estatuto do Idoso por meio de denúncias ou alertas recebidos, a fim de aumentar a garantia de que o ancião e a pessoa responsável por ele recebam assistência e os transgressores sejam devidamente punidos. Por fim, as instituições de ensino, junto a mídia, devem promover debates e campanhas de conscientização sobre a importância das pessoas em vulnerabilidade, bem como formas de denunciar qualquer tipo de ato que venha a ser desrespeitoso para com as mesmas, com isso, espera-se causar uma reflexão socrática no indivíduo para que, assim como na Grécia antiga, os idosos sejam valorizados novamente. Assim, os embates atuais serão reduzidos e não afetarão, em longo prazo, a qualidade de vida das gerações futuras.
sociedade Embora este indivíduo necessite de uma rede de assistência, cuidados e políticas próprias
compense essa deficiência com políticas públicas que protejam os desamparados