Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 12/01/2021
O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou em seu poema “No Meio do Caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontrarão empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, percebe-se que o envelhecimento rápido da população brasileira configura-se em um obstáculo para o país. Mas por um lado é ótimo para a saúde e para a perspectiva de vida do ser humano, porém pelo lado da economia pode suceder em diversos impactos negativos na sociedade. Nesse sentido, cabe avaliar que esse cenário ocorre em virtude da insuficiência legislativa e da falta de visibilidade do assunto.
Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente ao tema. Em relação a isso, o termo “Ausente Contumaz”, elaborado por Washington Luís, norteia a negligência dos órgãs públicos, em grande parte, com assuntos de aspectos sociais, como os impactos na economia e na sociedade do envelhecimento acelerado dos cidadãos. A título de exemplificação, nota-se que a carência de campanhas para aumento da natalidade responsável e o declínio da assistência aos idosos, acarreta em problemas econômicos, visto que se a taxa de fertilidade abaixa e a de idosos sem ajuda do governo aumenta haverá no futuro problemas como: octogenários na pobreza ou em trabalhos precários. Tal descaso reflete na economia, já que, segundo o G1.com, vários serviços como o de educação, moda e de algumas tecnologias irão diminuir sua produção por causa da demanda.
Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade do tema. Cosoante à ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como é o caso do envelhecimento populacional e suas consequências. Dessa forma, é evidente que a problemática, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido no corpo social. Desse modo, o não protagonismo da temática em questão, a qual precisa ser abordada com relevância pela mídia, a fim de que se minimizem os impactos relacionados a ela, como a diminuição de produção de setores, redução da aposentadoria, possíveis tipos de trabalhos precários e análagos ao escravo e pobreza da população idosa, tornem-se esquecidos das prioridades a serem solucionadas.
Portanto, o problema mostra-se uma “pedra” a ser removida para o progresso do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Economia junto ao Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, por meio de verbas sendo destinadas ao assunto, disponibilizar gestores especializados para identificar onde os problemas começam para então desenvolver políticas de intervenção na assistência aos idosos, em campanhas para aumento da gravidez responsável para mulheres a partir dos 27 anos e para incluir o assunto em discussões em aulas nas escolas. Outrosssim, a mídia, mediante notícias, deve exibir esses impactos na TV e internet. Logo, a população ficará imformada do imbróglio.