Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 03/11/2020
Conforme o primeiro capítulo do Estatuto do Idoso “o envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção é um direito social, assim, envelhecer, além da ordem natural, é algo garantido a todos”. Desse modo, participar desse ciclo envolve a busca durante a juventude por uma vida mais tranquila ao decorrer do tempo, para poder desfrutar a experiência adquirida. Entretanto, o tratamento desumano ou degradante aos idosos impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Isso se evidencia não só pela negligência governamental, como também pela exclusão social e individualismo.
Em primeira análise, cabe ressaltar que os impactos referentes ao envelhecimento derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil devido à falta de benefícios para o lazer dos idosos, e de políticas públicas que visem o aumento à previdência social, se tornando comum presenciar diariamente, devido o aumento da expectativa de vida, a diminuição e a desvalorização do salário dos idosos gerando a má qualidade de vida dos mesmos.
Ademais, destacam-se os impasses para que os idosos continuem trabalhando como impulsionador do problema. De acordo com Zygmut Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característico da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, se torna visível que muitos idosos se sintam inúteis e desamparados, devido à substituição por pessoas mais jovens, com formações educacionais mais recentes. O que gera a demora no sistema previdenciário, e acarretando em mais anos de trabalho aos idosos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse advento. Sendo assim, urge que o Ministério Público, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humano, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva políticas públicas já pré-determinadas pelo Estatuto, além de criar projetos nas escolas, por meio de palestras e aulas sobre a valorização e de como cuidar da forma certa desses idosos, com o intuito de tratar essa camada perfeitamente e salvaguardar os seus privilégios.