Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 09/11/2020
Ao percorrer os fatos históricos ocidentais, percebe-se uma constante reivindicação por direitos humanos e civis - que levam a sociedade à uma maior qualidade de vida - entre os quais, a aposentadoria e, consequentemente, o envelhecimento da população. Entretanto, assertivas como a diminuição da população ativa, bem como o modo de envelhecimento, são questões que dificultam a promoção da saúde verde-amarela frente à vida longeva. Portanto, esses problemas, que se tornaram entraves sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.
Em primeiro plano, é preciso analisar a relação entre a população idosa e a população economicamente ativa. Logo, segundo investigação feita pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em 2060, a terceira idade ocupará quase 40% da sociedade brasileira com mais de 15 anos. Além disso, setores serão afetados pela não utilização da pessoa idosa, a saber, a educação e a administração pública. Sendo assim, a produtividade laboral será acompanhada por uma queda nas forças de trabalho; fato que acarretará na perpetuação da estagnação desta população em detrimento daquela, o que, por fim, contribuirá para uma recessão econômica. Assim, deve haver uma elevação na produtividade do trabalhador.
Outrossim, faz-se necessário observar a qualidade de vida concernente à terceira idade. Por isso, de acordo com o relatório Global AgeWatch Index - o qual atendeu cerca de 1000 idosos por todo o território brasileiro - a falta de acessibilidade à segurança e ao transporte público são os principais impasses que desfocam o alcance de um estado pleno de saúde idosa. Desse modo, é possível notar a falta de assistência proposta à camada vulnerável, a qual depende diretamente da ação e da intervenção do Estado. Dessarte, a intensificação de políticas públicas voltadas aos idosos é imprescindível.
Face ao exposto, a resolução das problemáticas supracitadas é indispensável. Para isso, a Secretaria do Trabalho deve propor uma reformulação nas leis trabalhistas, com a intervenção de sindicatos públicos e privados, para que se chegue a um estado produtivo capaz de sustentar toda a cadeia logística de trabalho. Não obstante, é mister que o Ministério da Saúde - órgão primordial para se ter um estado de bem-estar social, físico e político - intensifique as políticas públicas adotadas para a população idosa, aliás, o Estatuto do Idoso. Por esse caminho, atingir-se-á o envelhecimento sadio e a obtenção plena da saúde do idoso.