Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 09/11/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, que teve sua origem em meados do século XX, em detrimento dos avanços tecnocientífico galgados durante a segunda guerra mundial (1939-1945), as in-dústrias voltadas para a área da saúde, tais como, medicamentos, equipamentos hospitalares e bem-estar, têm obtido sucesso e eficiência em promover a longevidade da população global como um todo. Após as décadas de 40 e 50, os índices de ancianidade da população mundial cresceu de maneira progressiva, e segundo a “World Population Prospects”, essa característica longeva da sociedade atual tende a aumentar de maneira abrupta até o final do século. Dessa forma faz-se necessário compreender as consequências que esse envelhecimento implicará ao Brasil, buscando, de maneira efetiva, solucionar esta problemática.
Primeiramente é importante destacar que, a medida que a população vai envelhecendo, a procura por medicamentos para doenças cardiorrespiratórias se torna cada vez mais expressiva, visto que as populações mais idosas tendem a adquirir, ao longo de suas vidas, devido aos estresses diários, ou até mesmo por herança genética, patologias ligadas principalmente aos sistemas cardíaco, neurológico e respiratório. Dessa forma, as empresas farmacêuticas que investem em medicamentos nessa linha, tendem a lucrar cada vez mais, fazendo a balança comercial se deslocar a favor das industrias de medicamentos.
Outro ponto a se destacar é que, segundo o estudo feito pelo Ministério da Saúde e, colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz, o Brasil, atualmente, possui 29,3 milhões de idosos, o que equivale a 14,3% da população do país. Dessa forma, apesar do aumento da população significar, de certa forma, um avanço civilizatório, ele traz consigo o fato de que quanto maior o número de indivíduos com a idade acima dos 50 anos, maior é o numero da população com doenças crônicas atendida pelo SUS, visto que o mesmo estudo mostrou que aproximadamente 69,3% dos idosos sofrem com uma ou mais doenças crônicas. O fato é ainda mais preocupante quando “cerca de 75,3% do total de idosos brasileiros depende exclusivamente dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde”, diz estudo feito pelo “Elsi- Brasil”, o que pode, gradativamente, gerar um colapso em sua gestão.
Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Saúde, envide esforços para promover, através de campanhas com mutirões de atendimento voltados aos idosos, consultas com médicos geriatras especialistas em todo o país, encaminhando, caso necessário, os pacientes para a internação, ou indicando o uso de medicamentos, buscando suprimir a fila de espera no SUS, e promovendo um cuidado adequado à população anciã do país.