Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 03/11/2020

O envelhecimento  da população é um fenômeno natural que acontece em todos os países, desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi apenas acelerado com o “avanço” da tecnologia e do pensamento humano “desenvolvido”, que não almeja mais a reprodução e a instituição de uma família grande, mas sim uma carreira sólida no mercado de trabalho.

É inegável que países com diferentes condições econômicas reagem de modo diferente frente ao envelhecimento populacional. A própria mentalidade da população interfere no processo. No Brasil, como na maioria dos países subdesenvolvidos, há uma mentalidade de dependência ao sistema previdenciário estatal, o que causa uma notável instabilidade econômica. Estima-se que em 2080, o Brasil terá mais idosos acima de 80 anos do que jovens até os 14. Para um país que realizou uma recente reforma previdenciária, tal fato mostra-se um sério agravante econômico.

Em países desenvolvidos, o sistema previdenciário funciona de maneira privada, visando a capitalização (cada um paga a sua própria), o que elimina em partes o problema citado anteriormente. Também há teorias que apontam um crescimento econômico na área médica hospitalar acompanhando o envelhecimento da população. O furo nessa teoria só não leva em conta que a população jovem não conseguirá sustentar renda para o idoso aposentado. Uma população que foca cada vez mais no “sucesso pessoal” dentro do mercado de trabalho certamente não se preocupará com a saúde de seus progenitores.

Para que os impactos do tema sejam amenizados, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, altere o modo com que a previdência é sustentada, adotando o método de capitalização. Desse modo, com cada idoso consumindo a renda que ele próprio gerou ao longo da vida, o sistema será equilibrado e facilitará o acesso à renda e consequentemente ao aumento da saúde e da condição de vida da população de idade avançada.