Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/11/2020
A partir da segunda Revolução Industrial os países foram se desenvolvendo e fornecendo maior qualidade de vida aos seus habitantes o que aumentou de forma expressiva a expectativa de vida dos habitantes e, consequentemente, o número de idosos. Contudo, o Brasil não possuí políticas eficazes para lidar com o envelhecimento de sua população, o que constituí um grave problema para o território nacional. Nesse contexto, é pertinente pontuar que a economia e a saúde pública são profundamente abaladas e que medidas urgentes são necessárias para reverter a situação.
Em primeiro lugar, é válido demonstrar a carência de ações por parte do governo que visem preparar o país para a longevidade da população. Prova disso é o país estar em bônus demográfico, momento em que jovens e adultos são maioria da população, (o qual de acordo com o IBGE está previsto até 2021) e ao invés de elevar o PIB e qualificar a mão de obra, os governantes conduzem a situação para desemprego e crises no comércio e industria. Como consequência , o Brasil perpetua-se com a economia abalada, um evidente desgoverno e despreocupação com as gerações futuras.
Em segundo lugar, o aumento de pessoas mais velhas é preocupante em um Estado que administra tão mal o sistema público de saúde, como mostra uma pesquisa do CNES - Cadastramento Nacional de Estabelecimentos de Saúde- a qual aponta uma redução de 8% do número de leitos disponível por mil habitantes (de 2009 a 2018). Dessa maneira, percebe-se que tal comprovação representa um revés para a realidade brasileira, pois idosos necessitam de um amparo médico eficaz e de mais leitos disponíveis para acompanhar o aumento dessa parte da população, isso porque a faixa etária avançada é acompanhada de complicações na saúde.
Portanto, são necessárias medidas que solucionam o infortúnio. Sendo assim, o governo federal em conjunto aos ministérios da economia e da saúde, devem investir em qualificação de mão de obra e tecnologia, o que será feito por meio da destinação de renda às universidades do país, ampliando o número de vagas nos cursos de saúde, bem como em profissões relacionadas a indústria. Além disso, tais estudantes após sua formação, tendo apoio do governo, serão destinados a hospitais públicos e industrias que sejam relevantes ao avanço tecno-científico do país. Com o propósito de preparar o país para o envelhecimento da população e garantir que os idosos vivam de forma agradável no território brasileiro.